Na última terça-feira (27/8), foi aprovado integralmente, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o relatório da CPI das Universidades Privadas. Com a pressão de centenas de estudantes, dentro e fora do plenário, foram retiradas as emendas que visavam excluir do documento os nomes dos grupos educacionais e de seus responsáveis, denunciados por graves irregularidades.
O indiciamento do atual dono do Grupo Galileo, Adenor Gonçalves, também foi incluído.
Segundo o relator da CPI, deputado Robson Leite, esta foi uma grande vitória da luta pela melhoria do ensino superior privado no Rio e no Brasil. “Precisamos impedir a crescente mercantilização e financeirizacão do ensino superior no país e garantir medidas de fiscalização e controle, como, por exemplo, a criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (INSAES), afirmou Robson em sua página na internet.
Uma reunião com estudantes e representantes da CPI foi realizada antes da votação. Assim, alunos da Universidade Gama Filho e a presidenta da UEE-RJ, Tayná Paolino, tiveram a oportunidade de debater a importância da retirada das emendas.
Para Tayná, as emendas só foram retiradas porque houve muita disposição e pressão dos estudantes. ‘’Nossa luta não termina aqui, ela está só começando. A estrada que temos que percorrer para alcançar uma efetiva regulamentação do ensino superior privado, para que educação não seja tratada como mercadoria, é muito grande, mas com muita unidade de estudantes, professores e de todos que defendem uma educação de qualidade sairemos ainda mais vitoriosos’’, declarou.
É importante ressaltar que essa é uma luta de âmbito nacional, que terá um eco em todo território brasileiro, em cada universidade privada do país. Faz-se mais do que necessário a regulamentação do ensino superior privado, para punir os crimes que são feitos contra alunos e funcionários por quem trata a educação como mercadoria.
Da Redação