A cidade de Goiânia recebeu, na noite desta quarta (29), a abertura do 53 Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). O início do maior encontro da juventude brasileira na capital de Goiás, contrastou com o recente clima de repressão e violência contra jovens na cidade, por conta dos protestos que vem acontecendo contra o aumento no transporte público. Colorida com diversas bandeiras e ideias, a Praça Universitária foi o palco de um encontro que resgatou a iniciativa da Jornada de Lutas dos movimentos sociais nos meses de abril e março: unificar a juventude brasileira.
“Esse é o momento de repudiar a truculência da Polícia de Goiás”, afirmou o presidente da UNE Daniel Iliescu, reforçando o caráter integrador do Congresso. Ele declarou que a entidade estará mobilizada para denunciar abusos como a prisão de jovens há dois dias, após manifestação pacífica na cidade. O caso foi citado por diversas vezes durante a abertura do Congresso.
Também participaram da mesa o representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) José Valdir Misnerovicz, a professora Ailma Maria de Oliveira, em nome da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Lúcia Rincon, da União Brasileira de Mulheres (UBM), os deputados federais Rubens Otoni (PT-GO) e Hugo Motta (PMDB-PB), o deputado estadual Mauro Ruben (PT-GO), o presidente da União Estadual dos Estudantes de Goiás Lucas Ribeiro, a vice-presidente da UNE Clarissa Cunha e a secretária-geral da entidade Michele Bressan.
MOVIMENTOS AFINADOS
Assim como na Jornada de Lutas há alguns meses atrás, o ato de início do Congresso revelou que os movimentos sociais do país estão com o discurso cada vez mais afinado quando o assunto diz respeito jovens brasileiros. “A realização desse Congresso consolida o momento que temos de luta pelos 10% do PIB para a educação”, exemplificou o representante do MST. Em sua fala e nas de outros, foi reforçada a necessidade de enfrentar os recentes retrocessos nessa questão, como a decisão do Senado que retira a garantia de investir os 10% somente na educação pública.
“Estamos de olho, precisamos da nossa unidade de ação. O financiamento público da educação tem que ser garantido para a educação pública”, declarou a professora Ailma de Oliveira. Ela ressaltou que haverá grande unidade dos movimentos sociais nesse ponto durante a construção da próxima Conferência Nacional de Educação (CONAE) em 2014.
Outra intervenção que demonstrou a sintonia dos movimentos foi feita por Lúcia Rincon da UBM. Ela destacou a luta conjunta do movimento feminista e estudantil contra o machismo, pauta de grande unidade atualmente da juventude organizada, assim como o combate ao racismo e à homofobia na universidade.
27 DEBATES NESTA QUINTA
Uma das características do Congresso da UNE é o encontro de variadas ideologias e propostas. Nesta quinta acontecem, portanto, um total de vinte e sete debates na PUC Goiás, reunindo estudantes, organizações da sociedade civil e do poder público. O primeiro ciclo desses encontros começa às 14:30. debatendo a conjuntura brasileira e os principais temas do país. Já a partir das 19:30h, a segunda parte da programação debate tudo que tange à realidade da unviersidade brasileira.
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Da Redação