Foi protocolada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), na última segunda-feira (11), uma ação civil pública contra o aumento de R$ 2,50        para R$ 2,80 da tarifa de ônibus de Salvador, decretado no dia 4 de junho pela prefeitura e pelo Sindicato de Transporte de Passageiros de        Salvador (Seteps). De acordo com o MP, caso a justiça acate os argumento da ação, o aumento pode ser anulado.

A ação civil é fruto da luta e  mobilização dos estudantes soteropolitanos, que apoiados pela União dos Estudantes da Bahia (UEB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), vêm se mobilizando para pressionar o poder público contra o aumento.

“Organizamos atos de rua e queremos fazer com que haja engajamento de toda a população nessa luta”, explicou o diretor de comunicação da UEB, Onã Rudá. Dois grandes atos de rua foram organizados nos dias 5 e 11 de junho e levaram centenas de estudantes às ruas contra o aumento.

Além disso, no dia 1º de junho, a UEB e a Associação Baiana Estudantil Secundarista (ABES) lançaram uma nota oficial, que está circulando nas redes sociais, na qual são listadas as reivindicações dos estudantes.

Reunião concretiza ação civil

Uma reunião realizada no dia 6 de junho foi crucial para definir os rumos da luta contra o aumento. Nesse dia, os promotores Rita Tourinho e        Adriano Assis, vereadores e lideranças estudantis debateram longamente a questão.

Durante o encontro, os vereadores  entraram com uma representação pedindo providências sobre o aumento. ”Vamos acompanhar de perto o andamento do processo junto à promotora do MP, Rita Tourinho, e continuar nas ruas lutando não só pela nulidade desse aumento como pela melhoria do transporte público”, completou Onã.

Mariana Ortiz