Em meio a uma série de protestos reivindicando o não aumento das passagens do transporte coletivo em algumas capitais do país, uma notícia mostra que a mobilização nas ruas dos estudantes pode, sim, mudar o cenário de desrespeito aos usuários de ônibus e metrô. Em Manaus, as tarifas foram reduzidas.
A redução entrou em vigor na última segunda-feira (10/6) baixando o preço da passagem de R$3,00 para R$2,90.
A capital amazonense foi uma das primeiras a diminuir as tarifas, logo após a publicação no Diário Oficial da Medida Provisória 617/2013, em 7 de junho. O texto cita que “ficam reduzidas a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a receita decorrente da prestação de serviços regulares de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiros.”
MENOS REAJUSTES, MAIS QUALIDADE
O fim do aumento das tarifas de transporte coletivo é bandeira histórica do movimento estudantil. No mês de março, a juventude amazonense tomou as ruas de Manaus em uma grande Jornada de Lutas que culminou em um protesto em frente à prefeitura pedindo justamente o não aumento da passagem.
Para Beatriz Calheiro, à época presidente da UEE-AM, os jovens conseguiram mostrar a sua força. ‘’Fizemos barulho e os governantes perceberam o tamanho na nossa luta’’, ressaltou.
A União Nacional dos Estudantes é absolutamente contra o aumento contínuo do preço da passagem, que não leva em consideração a qualidade, o número de linhas e o conforto para o usuário. Para a presidenta da UNE, Vic Barros, que esteve presente em um dos protestos realizados na capital paulista, o transporte representa para a juventude a possibilidade de romper com o isolamento territorial, sendo de extrema relevância para a diminuição das desigualdades produzidas pelas cidades. “O direito de locomoção nas grandes cidades não pode ser submetido às leis do mercado”, avaliou.
Hoje mais um protesto está marcado para acontecer na cidade de São Paulo. Esta será a terceira manifestação em menos de uma semana para reivindicar a revogação do aumento da tarifa de R$3 para R$3,20.
Renata Bars