Pela primeira vez, a Bienal da UNE projetou e criou toda a cenografia do festival.

Uma equipe de produção trouxe o conceito das ruas para dentro da Fundição Progresso, transformando resíduos urbanos como paletes e caixotes de feira em materiais de estrutura e sinalização.

Dodô Giovanetti, da Fábrica de Ideias Sumaúma, montou um galpão completo de marcenaria dentro da Fundição para construir os materiais, enquanto Petrus Vieira, da Gráfica Fidalga, de São Paulo, os enche de cor com a arte do lambe-lambe, cartaz fino colado com cola de arroz.

A galeria produz manualmente os cartazes em uma máquina alemã de tipografia da década de 1920, com moldes de madeira.

Segundo Luis Parras, coordenador de estrutura do evento, a ideia é não desperdiçar material. “Com uma linguagem totalmente urbana, o projeto envolve painéis sinalizados, paredes com paletes e até cadeira com madeira reaproveitável. Todo o material será doado para ONGs após o festival”, afirma.

Da Redação / Foto: Vitor Vogel