Comemorando 20 anos do disco “Sobre Todas as Forças”, a banda carioca Cidade Negra levou ao delírio o público presente na Praça dos Arcos da Lapa, na quarta noite de shows no palco livre da Bienal da UNE.
Embalado por grandes sucessos reunidos nos quase 30 anos de carreira da banda, como “Girassol Amarelo”, “A Estrada” e “O Erê”, Tony Garrido, Bino Farias e Lazão apresentaram um repertório diversificado, com canções de Paralamas do Sucesso (Alagados), Legião Urbana (Tempo Perdido) e Pepeu Gomes (Flor do Desejo).
O vocalista e líder da banda, Tony Garrido, saudou a União Nacional dos Estudantes e destacou a importância dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) na luta por melhorias nas universidades. O vocalista relembrou que no início da banda, em 1986, os integrantes participaram da UNE: “Devemos tudo que vivemos a este tempo, pois foi muito importante para a formação do Cidade Negra.
Tony também lembrou da responsabilidade dos jovens na construção de uma sociedade com mais igualdade de direitos para todos: “Está tudo em nossas mãos. Os próximos anos nós podemos e vamos mudar, transformar o mundo, porque ele é nosso”.
A estudante de odontologia do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (CESCAGE) Stelyana Soares (20 anos), que garantiu um lugar na primeira fila, disse que o grande barato dos show da Bienal da UNE é a mistura de ritmos de todo país, o que casa perfeitamente com a diversidade cultural que o evento apresenta: “O Brasil é muito grande e tem uma cultura rica. Trazer bandas de diferentes estilos e origens representa e agrada a todos”.
Já no final da apresentação, Tony Garrido convocou as milhares de pessoas presentes na praça a se abraçarem, lembrando a importância da amizade, a despeito das diferenças.
Da Redação