Às vésperas da próxima paralisação nacional de 48 horas, convocada para começar amanhã, dia 19, o clima está tenso na capital chilena. Santiago amanheceu com um ônibus incendiado em uma das principais avenidas da cidade. Apesar dos responsáveis pelo incidente não terem sido identificados, o governo chileno afirmou que não autorizará novas marchas, em uma tentativa de relacionar esse episódio às manifestações organizadas pelos estudantes.
Neste cenário, na manhã de hoje, aconteceu uma marcha até o Palácio La Moneda, onde, às 11h, uma delegação de estudantes entregou ao governo de Sebastián Piñera os resultados oficiais do plebiscito, realizado dias 7 e 8 desse mês com a população chilena. Os resultados indicam que mais de 90% do eleitorado rechaçam a educação de mercado. A cerimônia ocorreu no Palácio La Moneda.
A porta-voz da Confederação de Estudantes do Chile (Confech), Camila Vallejo, assinalou que a jornada de hoje, foi preparatória para a grande marcha. Gastón Urrutia e Camilo Ballesteros, também líderes estudantis, disseram que a paralisação é a forma encontrada pelas diversas categorias para exigir do governo as reformas na educação. O movimento conta com o apoio de professores, reitores e profissionais de várias áreas.
A marcha deve iniciar às 10 horas de amanhã, e partir de quatro pontos distintos da Região Metropolitana. Até o momento, a prefeitura havia autorizado apenas duas das quatro rotas. “Conversaremos outra vez com a Prefeitura e pediremos que não tentem esconder o movimento”, disse Camila Vallejo.
Da redação, com agências
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