O estado de Santa Catarina é mais um que está se mobilizando, cada vez mais, em favor da greve dos estudantes, professores e funcionários das universidades federais. Nesta semana, os protestos aconteceram na capital Florianópolis e na Cidade de Chapecó. São poucas as universidades federais, em todo o território nacional, que ainda não aderiram à paralisação;

Na cidade de Chapecó, apesar da chuva e do vento, um ato unificado na última terça (10/07), promovido pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFSS) reuniu mais de 150 estudantes, servidores e professores. Pela UFSS, também participaram representantes do campus Realeza, localizado no Paraná, e do campus Erechim, localizado no Rio Grande do Sul.

“Conseguimos que o conselho da universidade cancelasse o segundo semestre para ninguém sair prejudicado. Com conquistas como essa mostramos que a luta pela educação é nacional, mais do que nunca precisamos estar unidos para que as pautas avancem com mais investimento na educação”, explicou Dérique Hohn, presidente da União Catarinense dos Estudantes..

As principais reivindicações são a ampliação da assistência estudantil, mais restaurantes universitários, creches, moradias, bolsas, além de melhorias na infraestrutura, finalização de obras em prédios, laboratórios e bibliotecas.

Em Florianópolis, a reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina amanheceu fechada na última quarta (11). Os funcionários e professores decidiram paralisar as atividades nessa data que marca o fim do semestre letivo. A decisão foi tomada pela categoria no último dia 21 de junho.

Os docentes reivindicam uma reestruturação salarial, além de uma equiparação da carreira com a dos servidores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os professores pedem também o reenquadramento dos aposentados na carreira e uma equiparação salarial entre os cargos do magistério superior, ensino básico, técnico e tecnológico.

Da Redação