Assim como a UNE, outras entidades estudantis estaduais estão com o pé na estrada. A UEE –SP , a União dos Estudantes Paranaenses (UPE) e a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) já estão percorrendo seus estados, enquanto a União dos Estudantes da Bahia (UEB) prepara sua caravana. No norte do país , a União Estadual dos Estudantes do Amazonas(UEE-AM) também deixou sua marca visitando diversas instituições do estado. Sua jornada, teve início no último 28 de março, passando por 3 municípios além da capital.
A caravana da UEE-AM foi pensada para qualificar ao máximo a intervenção da entidade estudantil nos debates sobre a realidade dos estudantes universitários, reunindo ideias e anseios num desenho do Brasil e das universidades que queremos daqui a dez anos.
Além de Manaus, o circuito passou pelos municípios de Parintins, Manacapuru e Itacoatiara.
Para a presidente da UEE-AM, Beatriz Calheiros, a caravana foi um desafio. ‘’ A nossa ideia foi fazer com que a UEE tivesse um alcance maior no Amazonas, já que é muito difícil chegar até algumas cidades, exigindo um alto custo financeiro e muito tempo de viagem. Foi uma ação, para superar barreiras geográficas, pois temos jovens vivendo em locais distantes com necessidades especificas que precisam ser alcançados’’, explicou.
Por onde passou a caravana levou debates sobre pautas locais, como o passe livre para os estudantes, assistência estudantil além da perspectiva lançada na caravana da UNE, pensando o Brasil dentro de dez anos. As universidades visitadas foram Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e as particulares IFAM, FUCAP. FAMETRO, UNINORTE, UNIP E DOM BOSCO.
Em todas as instituições, os integrantes da UEE-AM passaram de sala em sala distribuindo panfletos, levando aos alunos debates e informação.
Segundo o vice-presidente da entidade, André Marcílio, a caravana foi de grande importância para os estudantes amazonenses. ‘’ Foi um processo histórico para o estudante, pois conseguimos debater o significado da universidade para a juventude e pra toda sociedade. O movimento estudantil pode e continuará contribuindo para que esses debates tornem-se realidade”, declarou.
Renata Bars
Foto: Fábio Bardella