Buguinha Dub é lenda em Olinda e no cenário musical Brasil afora. Tem um estúdio nervoso e aberto ao público do lado da Praça do Carmo, a nova cidade dos estudantes que participam da oitava edição da Bienal da UNE.
Para quem não conhece, Buguinha tem na essência do seu trabalho a junção da música brasileira com a sonoridade do Reggae e do Dub. Já produziu músicas e discos de vários grupos, como Nação Zumbi, Racionais, Mestre Ambrósio, Monjolo, Lucas Santanna, Cordel do Fogo Encantado e Mundo Livre S.A.
No seu trabalho como Dj, toca toda essa produção utilizando equipamentos analógicos da década de 1970, ligados entre si a um laptop e placas de som digital de primeira linha. Seu CD “Vitrola Adubada” é conhecido no mercado alternativo de todo país.
Alguns desses equipamentos, inclusive, estavam na oficina da Bienal nesta manhã (24/01), no Espaço Jackson do Pandeiro. Buguinha contou um pouco da sua trajetória no cenário musical e dos aparelhos que utiliza para ser um produtor independente.
“Meu estúdio é 100% analógico. A indústria nacional tem uns equipamentos bons para isso, que é bem-vindo nesse tipo de produção do Dub. De estrangeiro é só mesmo o aparelho da Apple porque a demanda de produção é muito grande e esse tipo de computador nunca me deixa na mão. Já em termos de produção, meu programa favorito é o Protus, mas existem outros bons como o Logic”, explicou.
Em meio a falas e perguntas, Buguinha deixou rolando um dub a oficina inteira e ainda fez uma intervenção ao vivo, analisando o antes e o depois de uma música “dubada”.
“O grande lance dessa oficina é despertar o produtor dentro de cada um. Da para fazer produção musical com muito menos que tenho aqui. Dá para fazer apenas com um laptop comum. O principal é não ficar parado e saber criar, saber misturar elementos”, concluiu.
Patrícia Blumberg