Na tarde desta quarta-feira (4) Encontro das licenciaturas em artes discutiu os desafios para a educação artística nas escolas. Estavam presentes no debate Marcia Feijó, professora da Faculdade e Escola de Dança Angel Vianna, Ernesto Valencia, professor da Universidade Federal de Ouro Preto e fundador do CUCA, e Ermelinda Paz Zanini, livre docente em percepção Musical pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Ermelinda falou sobre a sua experiência na sua área de expressão a música, fez um breve revisão histórico mencionando a figura do maestro Villa-Lobos (1887 -1959) e de como ele que acreditava que podia educar socialmente através da música.
Para a docente os estudantes de licenciatura devem se interessar pela importância das artes na formação desde de crianças e adultos. “O quadro dos cursos de licenciatura em artes vem crescendo. Como vamos garantir esse direito a todos os estudantes?”, questionou a respeito de aumentar o acesso dos estudantes a matéria.
Já Marcia Feijó falou sobre o viés do ensino da dança. Ela ressaltou a necessidade da cultura fazer parte da educação. “É necessário um diálogo do Plano Nacional de Educação com o Plano Nacional de Cultura”, afirmou. E afirmou que espera que o novo ministro da Cultura, Juca Ferreira que já foi um ministro do “encontro”, possa retomar esse diálogo.
Para a educadora o ideal seria que as disciplinas formais como português e matemática fossem ensinadas de maneiras mais corpóreas utilizando a dança e o movimento como instrumento de expressão e aprendizado.
Ernesto finalizou dizendo que a escola deve ser um ambiente atrativo e vivo. “Hoje percebo uma ideia generalizada de alunos, professores e funcionários que enxergam a escola como um lugar de aprisionamento”, afirmou. Ele concordou com a professora de dança que as matérias escolares precisam dialogarem e não serem fragmentadas como são hoje.
Da Redação