Nesta última segunda-feira (08/12) cerca de mil pessoas marcharam pedindo por uma reforma política e pela democratização da mídia em uma passeata que saiu dos Arcos da Lapa e foi até a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. A mobilização reuniu várias entidades do movimento social como CUT, CTB, UBM além de estudantes organizados pela União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ).

Durante o ato aconteceu uma plenária que unificou as campanhas por uma mídia mais democrática e da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. “Deliberamos que hoje o Brasil precisa urgentemente de uma reforma política e uma reforma da mídia, porque elas são as mães de todas as outras reformas estruturais que precisamos”, afirmou a presidenta da UEE-RJ, Tayná Paolino.

Na passeata a entidade estudantil fluminense levada uma faixa dizendo: Devolve Gilmar! No Supremo Tribunal Federal (STF), corre uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que pretende proibir doações privadas para campanhas políticas, um dos pilares da proposta de reforma política da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. A ação, proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já recebeu seis votos favoráveis, de um total de 11 ministros. O julgamento está parado desde abril por conta de um pedido do ministro Gilmar Mendes, mas, pelo placar, o financiamento empresarial de campanhas está condenado.

No fim de novembro deste ano a UNE realizou um protesto em frente ao STF intitulado de “Devolve, Gilmar!” exigindo que o ministro libere a proposta da OAB.

Mas de acordo com a presidenta da UEE a reforma política não é só o fim do financiamento privado de campanhas. Ela explica que existem vários projetos que defendem essas bandeiras, mas os movimentos sociais defendem prioridade para modelos que ampliem a participação popular. São mais conselhos populares e participativos nas universidades e em todas as instâncias políticas, por exemplo.

“Essa luta está no começo. O próximo passo é a Bienal da UNE. Lá vamos discutir como a cultura pode ajudar a garantir essas duas reformas essenciais para aumentar a democracia no nosso país”, afirmou.

Da Redação