Mais uma semana de luta para os estudantes brasileiros pormelhores condições na educação. Em Foz do Iguaçu, estudantes da UniversidadeFederal da Integração Latino-Americana (UNILA) se mobilizaram para reivindicaro direito à assistência estudantil e entregaram um abaixo-assinado para a Secretaria de Assistência Estudantil e Comunitários – SAEC, que legitimou, no final do ano passado, a exclusão dobenefício ao auxílio-moradia de alguns estudantes para o ano de 2012.
No abaixo-assinado, os estudantes pedem a extinção daspenalizações de todos os atingidos pela medida, ao mesmo tempo em que requeremum debate sério, democrático e que estabeleça regras claras não só para aadmissão e permanência nas moradias, mas para o ingresso em toda a rede deAssistência Estudantil da Universidade já para o ano de 2012.
Segundo Paulo Mendonça, estudante da UNILA “esse abaixo-assinado servirá como reforço para um documento que será protocolizadona próxima quinta, no gabinete da reitoria, ocasião em que solicitaremosaudiência com o reitor”.
O debate em torno da Assistência Estudantil está, junto com a destinação de 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação, na pauta do movimento estudantil nacional e regional. “Esse ano temos como fortes bandeiras de luta o desenvolvimento do Brasil, a ampliação da assistência estudantil, o aumento de vagas na universidade. Continuamos muito firme nas nossas principais lutas a favor da educação: 10% do PIB e 50% do Fundo Social doPré-Sal para essa área”, afirmou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.
Para Rafael Bogoni, presidente da União Paraense dos Estudantes, a mobilização estudantil na Universidade é necessária, para que o desenvolvimento de uma política de assistência estudantil eficaz na instituição se instaure. Pois, além de ser uma universidade modelo para o país, tais práticas devem ser debatidas afim de que todas as ações na universidade se tornem justas à toda a comunidade acadêmica. “De fato o abaixo-assinado realizado, é uma manifestação da indignação estudantil, caráter esse que deve ser mantido, para que se possadesenvolver as políticas de Assistência Estudantil em toda a UNILA. Afinal como uma nova instituição, e como um novo modelo de universidade, em todo o país,arbitrariedades não devem ser facilmente aceitas pelo corpo estudantil, sem umdebate qualificado, prova essa é o número de pessoas estão semanifestando”, finalizou.
Da Redação com UPE