A UNE realizou nesta segunda-feira, 31 de março, uma “vigília da resistência” para lembrar os 50 anos do golpe militar de 1964, no Rio de Janeiro ao lado da sede histórica da entidade na Praia do Flamengo 132, que foi incendiada no primeiro dia da ditadura militar. Ao longo do dia aconteceram debates e intervenções culturais com a participação de convidados especiais.

O bate-papo com o escritor, Arthur Poerner, lembrou sobre os acontecimentos do regime de exceção em especial a luta do movimento estudantil naquela época. “Naquela época a UNE era os movimentos sociais. Daí a violência que se abateu sobre ela. Porque a UNE era a que resistia”, ressaltou o jornalista.

Poerner é autor do livro O Poder Jovem, um dos registros mais importantes sobre a trajetória do movimento estudantil brasileiro desde antes da fundação da UNE. A primeira edição do livro foi concluída após o assassinato do estudante secundarista Edson Luís, em 28 de março de 1968. Após a edição do Ato Inconstitucional nº5 o livro foi um dos primeiros vinte a serem oficialmente proibidos no Brasil.

A presidenta da UNE abriu o bate-papo. “Além de lembrar da nossa luta, vamos prestar uma homenagem as lideranças que resistiram ao autoritarismo e lutaram pela democracia como Helenira Rezende, Fernando Santa Cruz, e Honestino Guimarães”, destacou.

O encontro contou também com a participação da ex-presa política Regina Toscano. “Nós mulheres éramos muitos poucas, todo o movimento estudantil vinha da classe média, e nossa primeira luta enquanto mulher era muito em cima de termos os mesmo direitos dos meninos, paralelo a luta política, ainda existia o luta dos costumes”, contou ela.

Assista na íntegra pelo site da TV UNE.

Da Redação