Na noite ontem, dia 20, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), lançou um ciclo de debates para discutir o Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 (PNPG). O ciclo de debates será realizado em parceria com a APG da Unifesp e com participação da professora Soraya Smaili – professora da instituição e ex-presidente da ANPG.
O lançamento ocorreu no anfiteatro do Infar (Instituto Nacional de farmacologia), no campus da Unifesp da Vila Clementino (São Paulo). A ANPG quer aprofundar o debate sobre os cinco eixos do PNPG para apresentar as contribuições dos pós-graduandos ao documento final. O fortalecimento do Sistema Nacional de Pós-Graduação é uma condição necessária ao avanço da pesquisa no país, elemento fundamental ao desenvolvimento soberano do Brasil.
O Plano detalha as metas que o governo propõe para a pós-graduação, pauta as assimetrias regionais da pós-graduação brasileira, e há outros temas relevantes como financiamento, avaliação, e até mesmo a contribuição da pós-graduação brasileira à melhoria do ensino básico. As propostas dos pós-graduandos devem ser construídas, por exemplo, de maneira a contribuir com um plano que favoreça políticas de combate às assimetrias, como forma inclusive de impulsionar o desenvolvimento regional de importantes regiões do país.
A proposta da ANPG é realizar uma série de debates em parcerias com APGs de todo o país, em torno dos 5 eixos do PNPG – a ideia é que cada APG realize o debate sobre ao menos um dos eixos:
1)A expansão do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), a primazia da qualidade, a quebra da endogenia e a atenção à redução das assimetrias;
2)A criação de uma nova agenda nacional de pesquisa e a sua associação com a pós-graduação;
3)O aperfeiçoamento da avaliação e sua expansão para outros segmentos do sistema de C,T&I;
4)A multi e a interdisciplinaridade entre as principais características da pós-graduação e importantes temas de pesquisa;
5)O apoio à educação básica e a outros níveis e modalidades de ensino, especialmente o ensino médio.
A APG da Unifesp já agendou dois debates. O primeiro será no dia 23 de novembro, para debater o eixo 3. O outro está previsto para março, para debater o eixo 1. A agenda dos demais debates será divulgada nas próximas semanas.
O evento foi uma das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (que começou dia 17, até dia 23 de outubro), e reúne mais de 13 mil atividades realizadas por mais de 700 instituições distribuídas por 556 cidades brasileiras.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
A proposta da atividade, que já está na sua terceira edição, é aproximar a comunidade científica da população em geral. “É a sociedade que sustenta a realização de pesquisa no país”, justifica o coordenador nacional da Semana, Ildeu de Castro.
O tema deste ano – Mudanças climáticas: Desastres naturais e prevenção de riscos – responde a esta preocupação de aproximar a comunidade científica do conjunto da sociedade: “incêndios, seca e outras mazelas comuns no Brasil são desastres naturais. Um dos objetivos da Semana é que esses temas sejam debatidos nas escolas, por exemplo”, explica Ildeu de Castro. Ele lembra ainda que países como Japão e Cuba já têm tradição anterior de medidas de prevenção diante de desastres naturais, mas o Brasil precisa fazer com que este debate seja feito e chegue à população.
Vivian Fróes