Os estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), campus Pampulha, tiveram, na tarde da última quinta –feira (6/2), um almoço inusitado. Para protestar contra o alto valor cobrado pelo Restaurante Universitário (RU), manifestantes serviram simbólicos pratos gourmet em meio a palavras de ordem e muita indignação.
O bandejão da UFMG é considerado um dos mais caros entre as universidades federais do país. Seu último aumento, realizado em 2012, fixou o preço das refeições em R$ 4,15.
‘’Desfrutamos da possibilidade de estudar em uma universidade pública, contudo, ser aprovado no vestibular é apenas uma das etapas. Para chegar ao fim da jornada com êxito, é necessário um grande percurso, e a principal dificuladade é a política de permanência, que passa pela alimentação’’, falou a diretora da UNE em Minas Gerais, Fátima Carvalho.
Segundo os estudantes, há rumores de um novo aumento, podendo elevar os preços a R$ 5,50.
Para o diretor da UEE-MG, Igor Costa, o valor não condiz com a proposta de preço baixo e fácil acesso que uma instituição federal deveria ter. ‘’Se fôssemos comparar, o preço e a comida dos RUs das universidades nosso bandejão deveria servir entrada com frios e caviar. O RU é peça fundamental para a permanência dos estudantes na universidade, por isso lutamos contra os preços abusivos’’, enfatizou.
Como resultado da ação realizada pelos estudantes, o reitor eleito da instituição, Jaime Ramiro, almoçou no bandejão nesta sexta-feira (7/2).
‘’Ainda não tivemos respostas concretas, mas a vinda dele já foi um primeiro passo’’, falou Igor.
ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL
Maior verba para assistência estudantil é uma bandeira defendida pela UNE há muitos anos. Em 2009, o 12º CONEB da UNE aprovou um projeto de Reforma Universitária que propunha, entre outras coisas, a destinação de uma verba do governo de R$ 200 milhões para Assistência Estudantil. Essa meta foi alcançada, sendo comemorada pelo movimento estudantil, mas com as mudanças o perfil e com a entrada de mais estudantes no ensino superior, esse investimento continua sendo insuficiente e por isso é uma das principais bandeiras de luta. Agora, a UNE reivindica uma verba de mais de R$ 2 bilhões para o setor, o que vai garantir a permanência dos estudantes até que concluam os seus estudos.
Da Redação