Os amigos Natane Alves, estudante de artes cênicas da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), Lígia Ribeiro, da geografia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e Rayam de Freitas, que estuda eventos no Instituto Federal do Tocantins (IFTO), estavam felizes na manhã deste domingo (1) pelo presente que receberam: o primeiro lugar na fila do credenciamento da 9ª Bienal da UNE.
Eles chegaram à Fundição Progresso, na Lapa, às 9h. Alcançaram a fila meio que por acaso, pois não sabiam que os milhares de estudantes –cerca de 12 mil são esperados para os seis dias de festival– precisam se credencir no evento e garantir seu alojamento.
“Fizemos um ótimo negócio entrando na fila assim que chegamos”, afirmou Natanie. Apesar de cansada da viagem, Lígia se dizia feliz por estar no Rio e “encontrar pessoas do Brasil todo”.
Famara Lemos e Larissa Cristina, estudantes de geografia e artes visuais na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) tiveram um trabalho selecionado para a mostra de artes visuais.
“Ficamos muitos felizes com a notícia”, afirmou Famara. Elas optaram por avião para chegar um dia antes e curtir um pouco a Cidade Maravilhosa.
Na fila do credenciamento aguardavam os demais colegas da caravana potiguar, que vieram de ônibus. “O intercambio cultural, conhecer muita gente de todo o lugar, será o melhor da Bienal”, disse Larissa.
GRITO NOS ARCOS
A caravana de Mato Grosso nem parecia que havia enfrentado 30 horas de viagem — desembarcou “causando” nos Arcos da Lapa num coro só de “Louco, louco, louco, Mato Grosso”.
A estudante de direito da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso) do Araguaia Thais Brazil era uma das mais empolgadas. “Estamos trazendo muitos trabalhos pra apresentar, muita animação, uma bancada bem diversificada, uma galera pronta pra passar o perrengue que precisar”, afirmou.
E percalços não faltaram no trajeto dos matogrossenses. “Alguns ônibus não tinham banheiro, tivemos que parar por uma chuva muito forte, uma galera se desencontrou porque saíram de ônibus e pontos diferentes do Estado, mas tá tudo certo”, afirmou Thaís.
E o a galera de MT espera da 9ª Bienal? “Muita integração, fazer valer o tema da Bienal e unir todas as vozes do Brasil, descobrir se é biscoito ou bolacha que se diz [risos]. A galera do Mato Grosso mesmo ainda não se conhecia direito, porque eu venho do Araguaia, tem um pessoal de Cuiabá, então essa integração com as outras bancadas é a grande sacada do festival”, afirmou a estudante.
Da Redação