O protesto de um músico durante a Mostra de Música D. Ivone Lara, realizada dentro da programação da 9ª Bienal da UNE, no Rio de Janeiro, reverberou de forma equivocada nas redes sociais nos últimos dias. Portanto, a organização do festival, por meio desta nota, esclarece que o processo de construção de todos os eventos da União Nacional dos Estudantes é feito de forma democrática e com respeito ao conjuntos dos estudantes e/ou participantes.
Nessa nona edição a bienal se consolida como o maior festival estudantil da América Latina com quinze mil participantes, com mais de mil e quinhentos trabalhos inscritos e mais de duzentos trabalhos selecionados. Isso mostra a efervescência cultural na universidade e o quanto os estudantes tem a mostrar para a sociedade.
O edital da 9ª Bienal da UNE foi aprovado e tornado público em fórum do movimento estudantil no último mês de Outubro, que contou com a presença de mais de cem entidades estudantis. Toda a condução da organização do evento seguiu a risca as disposições aprovadas neste edital, que disponha de forma clara que na mostra selecionada não haveria cachê, apesar da produção oferecer toda a estrutura necessária. Para nós, toda a crítica e sugestão construtiva para a melhoria do evento e das demais atividades da UNE são legítimas e serão ouvidas – e essa diversidade de opiniões e visões de mundo pôde de manifestar na Bienal da UNE.
O que o músico alegou no entanto é que não lhe foi dado voz; confundiu espaços físicos na Bienal, veiculando a informação de que teria sido retirado à força do festival por ter lhe feito críticas, quando, na verdade, estava em um local destinado à produção do evento quando lhe foi solicitado com gentileza que se retirasse. Em nenhum momento houve ameaça de pedido de força policial, como foi dito pelo músico.
A luta por igualdade é uma bandeira histórica da entidade. Nessa Bienal organizamos o primeiro Encontro LGBT dos estudantes, além de lançarmos o Encontro de Mulheres Estudantes (EME da UNE) e o Encontro de Negros,Negras e Cotistas da UNE (ENUNE). Não toleramos em nenhuma hipótese qualquer atitude racista, machista, homofobica ou transfobica em nossos espaços e lutamos para combater qualquer forma de opressão em toda a sociedade.
A UNE reitera que está à disposição para tirar as dúvidas que, porventura, possam ter ficado sobre este evento, mas não aceitamos que informações parciais e falsas sobre a entidade ou sobre a Bienal sejam veiculadas sem a devida apuração dos fatos. A falsa acusação em questão foi proferida por uma fonte que, como pode ser auferida em uma rápida busca na Internet, já foi flagrado em diversas situações caluniosas. Tomaremos as devidas providências legais para que esta situação seja devidamente esclarecida, pois o compromisso da UNE sempre foi com a verdade, com o respeito e com a construção de uma sociedade apoiada em valores democráticos e fraternos.

União Nacional dos Estudantes
11 de fevereiro de 2015