O Rio de Janeiro é a cidade que mais vezes recebeu a Bienal da UNE. O festival foi realizado na cidade em 2001, 2007, 2011 e agora em 2015. A proximidade com a capital fluminense criou também um intercâmbio produtivo da UNE com a cidade.

Exemplo é o Lado C, atividade que foi criada na Bienal de 2001 e promove a visita e o diálogo dos estudantes com outros espaços, comunidades e projetos culturais.

Nesta edição, a Bienal celebra os 450 anos da Cidade Maravilhosa, sendo um dos primeiros grandes eventos oficiais do aniversário. Quatro diferentes personagens da cidade se reuniram, nesta quinta (5), no Café Literário da Bienal, para compartilhar olhares, experiências e histórias sobre a vida cultural da cidade.

O anfitrião do evento, Perfeito Fortuna, da Fundição Progresso, lembrou que o festival já havia sido realizado no espaço em 2007 e se disse satisfeito por receber, novamente, os estudantes de todo o Brasil. “A gente está ligado nessa perspectiva da cultura popular, simples, sustentável, independente, que propõe o que há de melhor para as pessoas”, disse.

Fortuna lembrou ainda o histórico de ocupação do espaço e do vizinho Circo Voador durante a década de 1980, dois marcos para a cultura carioca e brasileira.

O presidente do Comitê Rio450, Marcelo Calero, saudou os estudantes e explicou como serão as comemorações na cidade durante este ano de 2015: “Queremos uma festa essencialmente carioca, descentralizada, mostrando o que o Rio realmente é. Em cada bairro, em cada região, queremos promover a cultura local”, anunciou.

O professor de história e escritor Luiz Antônio Simas afirmou que o Rio precisa assumir o perfil da diversidade para ser consolidado mundialmente como uma capital da cultura: “Precisamos de fato reconhecer essa identidade diversa de uma cidade  do samba, do funk, da bossa, do rock, do jongo”, defendeu.

Para ele, o Rio é uma cidade “propicia” ao diálogo e isso deve ser evocado continuamente neste aniversário de 450 anos.

Da Redação