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“Não à residência pedagógica #FicaPibid”

Diretor de Extensão da UNE, Airton Silva, critica mudanças no Pibid e afirma que programa é importante política pública para a formação de professores

Se fortaleceram as vozes nas universidades pela manutenção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e em defesa do ensino, da pesquisa e da extensão que constituem o
eixo de sustentação da universidade brasileira. No último ano sofremos ameaças constantes de medidas para sucatear e precarizar a educação em nosso país por parte do governo ilegítimo de Temer e por isso nossas universidades novamente são palco da resistência democrática contra os retrocessos e a retirada de direitos.

O programa financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação vinculada ao Ministério da Educação, teve seu primeiro edital lançado em 2007 como uma oportunidade para que estudantes de Licenciatura possam vivenciar a prática de atividades pedagógicas em escolas públicas de educação básica completou 10 anos e consolidou o PIBID como uma importante política pública para a formação de professores.

Os estudantes de licenciatura, futuros professores e professoras, se sentem mais seguros e preparados após a experiência com o PIBID, pois entram em contato com a escola real em seu cotidiano vivenciando as qualidades e contradições da escola pública em suas áreas de atuação, não mais debatendo somente a escola ideal dentro das salas de aulas das universidades, sendo uma troca de conhecimento da formação e da prática profissional. Uma forma de dar vasão ao conhecimento produzido pelo Ensino e pela Pesquisa em nossas universidades a favor da melhoria do ensino nas escolas públicas em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) esteja abaixo da média nacional, escolas essas com o que o programa atua.

O governo ilegítimo de Temer não demonstra responsabilidade alguma com a educação pública de nosso país ao atacar o PIBID, que está até mesmo previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que é grande lei da educação do nosso país. Ao restringir o PIBID fere as metas e objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE) que indicava a ampliação do programa. Querer acabar com o PIBID é dar as costas para a educação e para toda a luta do movimento educacional dos últimos anos.

Essa “modernização” do PIBID apresentada pelo MEC ao afirmar que o programa está muito distante da realidade da escola pública foi chamada de Residência Pedagógica e propõe que estudantes de licenciatura façam estágios como docentes sem a devida supervisão, substituir a contratação de professores pela nossa mão de obra enquanto estudantes de licenciatura não é a solução para resolver os problemas na educação. Hoje, o PIBID realiza parcerias entre universidades e escolas, os professores das mesmas, criando uma rede de suporte e apoio ao estudante de licenciatura bolsistas, oferecendo mais de 60 mil bolsas e convenio com mais de 5 mil escolas. Queremos o PIBID sem cortes e sem interrupção, dizemos não ao retrocesso que o MEC chama de “modernização”!.

*Airton Silva é estudante de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e diretor de Extensão da UNE. 

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