Foram três dias (1,2 e 3 de maio) reunidas em território livre do machismo, na Universidade Federal do Parará (UFPR), com mais de mil estudantes de todas as regiões do país.
A partir dos debates, trocas de experiências e da relatoria dos 13 Grupos de Discussão que debateram assuntos caros às estudantes feministas foram aprovados na Plenária Final os documentos do 6º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE.
Na Carta do Paraná, resolução final do encontro, elas se posicionaram pelo fortalecimento da mobilização feminista para o combate do machismo dentro e fora da universidade e do seu papel protagonista nas lutas democráticas do nosso país.
As estudantes também reafirmaram seu compromisso principalmente com mudanças estruturantes na alteração das relações de poder opressoras como a reforma política e a democratização da mídia.
Em 2015 a diretoria de Mulheres da UNE comemora 10 anos e sobre essa perspectiva as estudantes concluíram que é necessário avançar ainda mais dentro da própria entidade empoderando ainda mais mulheres nos espaços de decisão política da UNE.
“A Paridade é uma ferramenta para garantir a participação das mulheres nos espaços de poder. Assim o conjunto das mulheres estudantes reivindicam, com muita unidade, rumo ao 54º Congresso da UNE, a resolução estatutária de paridade de composição para a sua gestão, executiva e plena da UNE e apontamos, também, a necessidade de construirmos esse orientação com sua rede de UEEs, DCEs, DAs e Cas”, diz trecho da Carta.
Leia alguns destaques da Carta do Paraná abaixo e clique nela para ler na íntegra:
Violência dentro das universidades
As creches, RU’s, residências e o currículo das universidades precisam ser acolhedoras e é necessário criarmos mecanismos de proteção contra a violência e combate a impunidade, como as ouvidorias e espaços específicos de acolhimento e devidos encaminhamentos de casos sexistas, assim como retratação das universidades garantindo o apoio institucional à proteção das vítimas e responsabilização dos agressores.
Legalização do aborto
O aborto não é um método contraceptivo, ele é o último recurso para se impedir uma gravidez indesejada. A mortalidade materna em decorrência da prática de aborto atinge distintamente as mulheres jovens, do campo e das periferias das cidades, em sua maioria negras e que recorrem a métodos inseguros para realização do procedimento.
Contra a Terceirização
O PL4330, projeto de lei que expande a terceirização, representa um retrocesso aos direitos da classe trabalhadora e das mulheres, principalmente das mulheres negras, que são a maioria a ocupar cargos terceirizados.
Juventude Negra
A política falida de guerra às drogas serve de argumento para a invisibilização do genocídio e encarceramento da juventude negra, acentuando a criminalização da pobreza utilizando muitas vezes do poder midiático para implementar medidas nefastas, a exemplo da redução da maioridade penal, traduzida na PEC 171/93. Reforçamos a urgência pela aprovação do PL 4471 que põe fim aos autos de resistência e a PEC 51 que propõe o fim da militarização da polícia.
Foram aprovadas ainda três moções e uma nota: (baixe os documentos)
Fora Eduardo Cunha
Aprovação da PL130
Em solidariedade aos professores e professoras do Paraná
Nota LBT
Nota apoio das mães estudantes da UFG