Evento reúne representantes de cerca de 30 países em Porto Alegre para debater soberania, democracia e enfrentamento à extrema direita
Começa nesta quarta-feira (26) e segue até domingo (29), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O encontro reúne mais de 120 palestrantes de cerca de 30 países, com 11 mesas principais e mais de 150 atividades autogestionadas, envolvendo representantes de partidos, movimentos sociais, entidades sindicais, populares e estudantis.
A programação aborda temas centrais da conjuntura internacional, como a ascensão da extrema direita, o avanço do imperialismo, as mudanças climáticas e as diversas formas de resistência e solidariedade entre os povos. Também estão em destaque lutas feministas, antirracistas, em defesa da Palestina e dos direitos dos trabalhadores. Acompanhe em antifas2026.org
A iniciativa busca articular frentes de resistência e aprofundar o debate sobre soberania nacional, enfrentamento ao neoliberalismo e oposição ao que os organizadores caracterizam como ofensivas imperialistas.
Educação, Ciência e Tecnologia para a Soberania dos Povos
No domingo (29), às 11h30, a presidenta da UNE, Bianca Borges, participa da 10ª conferência, com o tema “Educação, Ciência e Tecnologia para a Soberania dos Povos”.
Para a UNE, o avanço da extrema direita no cenário global está articulado a interesses econômicos e geopolíticos. Segundo Bianca Borges, o fascismo anda de mãos dadas com o imperialismo, atacando a soberania dos povos, promovendo guerras, sanções e bloqueios, e tentando impor, pela força, um projeto de dominação, e o Brasil já vivencia os impactos dessas pressões. “Já sentimos na pele o que é essa pressão externa, seja por meio de chantagens econômicas, como o tarifaço, seja pela tentativa de influenciar os rumos políticos do nosso país”, destacou.
A presidenta da UNE também ressaltou a importância da articulação entre movimentos sociais. “Reunir os movimentos neste momento é fundamental. É a nossa forma de construir uma barreira contra o fascismo e defender uma democracia com soberania, justiça social e participação popular. Quando o povo se divide, o fascismo avança. Mas quando o povo se organiza, ele vence”, afirmou.