Projeto de lei do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) propõe incluir o nome do ex-presidente da UNE no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, em Brasília
A União Nacional dos Estudantes (UNE) está mobilizada para que o nome de Honestino Guimarães, ex-presidente da entidade e símbolo da resistência estudantil à ditadura militar, seja eternizado no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O reconhecimento é proposto no Projeto de Lei 5081/2025, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Herói ou heroína da Pátria é um título concedido a personalidades que tiveram papel fundamental na defesa ou na construção do Brasil. Criado em 1992, o livro reúne protagonistas da liberdade e da democracia que dedicaram suas vidas ao país. A inclusão de novos nomes depende da aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional. Entre os homenageados estão Tiradentes, Anita Garibaldi, Zumbi dos Palmares, Chico Mendes, Machado de Assis, Chico Xavier, Santos Dumont e Zuzu Angel.
No projeto proposto com apoio da UNE, Randolfe Rodrigues destaca que a Comissão Nacional da Verdade reconheceu a responsabilidade do Estado brasileiro pela morte e desaparecimento de Honestino Guimarães, considerando-o vítima da ditadura militar. Em 2013, o estudante de Geologia da Universidade de Brasília (UnB) foi oficialmente anistiado, e seu atestado de óbito foi retificado para registrar que sua morte ocorreu em decorrência de violência sob custódia do Estado.
Em 2024, a família Monteiro recebeu da UnB o diploma de graduação póstumo em Geologia, entregue em homenagem ao ex-aluno desaparecido.
Este ano o ex-presidente da UNE é protagonista do documentário “Honestino”, de Aurélio Michiles, protagonizado por Bruno Gagliasso, e coproduzido pela UNE.
O longa estreia no circuito nacional em Maio de 2026, mas antes será lançado em universidades pelo Brasil afora. Para a presidenta da UNE, Bianca Borges, contar essa história nas telas, não apenas preserva a memória de um líder estudantil assassinado pelo regime militar, como também inspira as novas gerações de estudantes. “Estar nesse projeto é reafirmar que a UNE nunca esquece seus mártires e que a chama da resistência segue viva em cada sala de aula e em cada luta que travamos hoje”, destacou.
