Filme tem a participação de artistas como Martnália, Os Gilsons, Moreno Veloso, MC Sofia, Flor Gil, Leci Brandão entre outros

São oito minutos que contam a história de dez anos da política de cotas no Brasil. O manifesto audiovisual “As Cotas”, que a UNE lança nesta segunda-feira (29/8) narra um pouco sobre as vidas transformadas e tudo que as cotas contribuíram para a universidade pública brasileira desde 29 da Agosto de 2012, quando foi implementada a Lei nº 12.711/2012.

Neste aniversário de uma década das Cotas é prevista uma revisão da legislação e a UNE saiu na frente para defender a política e evitar retrocessos.

“Temos certeza de como essa política é essencial para termos a universidade diversa que temos hoje, e que precisamos continuar avançando e aprofundando ainda mais a democratização do ensino superior”, afirma a presidenta da UNE, Bruna Brelaz.

No filme a música composta e doada para as entidades estudantis pelo artista Chico César com letra de Carlos Rennó é performada por diversos artistas como Martnália, Vitão, Os Gilsons, Moreno Veloso, MC Sofia, Flor Gil, Leci Brandão.

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Dois dias de filmagens

As filmagens do clipe aconteceram no dia 21 e 22 de Abril de 2022, no Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco, centro de São Paulo, e envolveu a participação de cotistas de todo o país e e militantes de movimentos negros e sociais como Educafro, Unegro, UBM, MNU, entre outros.

De acordo com uma das produtoras, Camila Ribeiro, a ideia era retratar a conquista e as vitórias da política de cotas nesses últimos dez anos, que fosse tanto um documento histórico e um instrumento e disputa de opinião. “Mesmo depois de dez anos ainda ouvimos dizer que as cotas poderiam diminuir a qualidade de ensino e que poderiam piorar a universidade”, ressalta.

Por isso, a ideia do clipe foi mostrar a expressões que passaram a ocupar a universidade para mostrar justamente como as cotas transformam não só o ensino, mas também transformam culturalmente a universidade.“Aqui a Sanfran uma universidade muito tradicional de 1903, repleta de arte, tem pinturas, vitrais, uma arquitetura muito bonita, só que com aquela importação da cátedra de Portugal. Quisemos mostrar esse espaço com os novos sujeitos que ocuparam a universidade a partir as cotas. Expressões como a de dança do passinho, do funk, a capoeira, do vogue, e dança contemporânea que a gente trouxe no clipe”, explicou.

Para o diretor do clipe, parceiro de outras produções da UNE, Fábio Bardella, o processo de pesquisa antes das gravações foi transformador para que ele entendesse como uma parte importantíssima da história do Brasil não fazia parte da universidade antes das cotas. “O que me clareou foi que os cotistas raciais quando entram na universidade trazem também sua ancestralidade, e é isso que quisemos mostrar com algumas expressões de dança que são como entidades abrindo as portas das universidades”, contou.

A expectativa é que o clipe possa mobilizar a opinião pública dessa forma a favor das cotas e que os cotistas se vejam de alguma forma aqui representados. “Estamos trabalhando com elenco real de estudantes cotistas e a acho que a letra do Carlos Rennó ela nos ajuda a entender toda a importância da política e nos traz a reflexão”, afirmou.

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