69º edição do Coneg vai debater os rumos do movimento estudantil e convocar o próximo 59º Congresso da UNE
Começou nesta sexta-feira (14/4) o 69º Conselho Nacional de entidades gerais na Uninove Memorial em São Paulo. Hoje e amanhã estudantes de DCEs, CAs, Atléticas e Uniões Estaduais de todas as regiões do país vão debater educação e a organização do próximo Congresso da UNE,
A presidenta da UNE, Bruna Brelaz fez uma saudação especial a maior base da UNE, os estudantes das universidades privadas.
“Hoje a bandeira da UNE é para acabar com os 40% EAD no ensino presencial, nós queremos derrubar essa portaria. E nos últimos meses foram os estudantes das universidades privadas que protagonizaram a luta por qualidade e acesso no ensino superior”, afirmou.

Mesa diretora da UNE
Fotos: @kboughoff
Bruna reafirmou também uma das principais lutas do movimento estudantil que é a garantia da permanência. “Agora que fincamos o pé na universidade, queremos permanecer no ensino superior e para isso queremos que se garanta assistência estudantil, RU, que os estudantes mais pobres tenham acesso a casas universitárias, as bolsas, que os estudantes no geral tenham acesso a saúde mental.”

A representante do DCE da Uninove, Alice Sagati, falou da dificuldade de luta e articulação dos estudantes das universidades privadas “porque somos estudantes e trabalhadores”. Mas ressaltou: “que isso nunca deve nos parar e sim nos mover para fazermos parte do movimento estudantil. Os estudantes da Uninove precisam muito das nossas ações e de repudiar todas tudo que barra a nossa permanência”.
O Professor Cristiano Gomes, representante da Reitoria da Uninove, deu boas-vindas aos estudantes de todo o Brasil. “ Vocês o movimento estudantil que fiz parte da década de 90, são peças fundamentais para a manutenção das liberdades democráticas desse país”.
Foco na educação que queremos
A vice-presidenta da UNE, Júlia Aguiar, lembrou da resistência da entidade desde 2016, após o golpe da presidenta Dilma e com o início dos revezes para a educação no governo Temer com a emenda do Teto de Gastos que congelou os investimentos em saúde e educação pelos próximos vinte anos.
Para Júlia a UNE em sua história nunca debateu só educação, com um papel sempre além, de debater projeto de país, mas depois de tanto tempo lutando apenas contra retrocessos esse é o momento de focar. “Nesse Coneg vamos privilegiar debater que programas para a universidade a gente queremos pleitear e sabemos só com o projeto político e muita pressão na rua, vamos conquistar”.

A conselheira do Secretária Adjunta de Juventude do governo, e ex-vice-presidenta da UNE, Jessy Dayane, lembrou do protagonismo da entidade dentro das lideranças da pasta. “A UNE está dentro da SNJ, a SNJ é a UNE. Muitos de nós fomos formados aqui nessa mesa”. E lembrou como a entidade foi fundamental para a conquista deste momento histórico de avançar em direitos e não só de luta para não retroceder. “Isso só existe porque a UNE Não tirou o pé da rua, e por isso o governo lula tem que estar não só de porta aberta para receber os estudantes não, tem que estar de portas e janelas”.

Representantes estudantis de todo o país participam do 69º Coneg da UNE até sábado (15/4)
A secretária-geral da UNE Isis Mustafá, também destacou o movimento estudantil na linha de frente da construção do Brasil e de assumir tarefas imediatas como a luta pela revogação do ensino médio. “Os estudantes que estão aqui tem que se somar nas ruas com os estudantes secundaristas e os professores pela revogação imediata do ensino médio. Se a gente quiser falar de futuro para educação, nós futuros professores, inclusive, estudantes universitários temos que estar lado a lado dos nosso companheiros que estão defendendo uma educação pública de qualidade nesse país.”