Presidenta da UNE, Manuella Mirella, aproveitou para apresentar caravana estudantil Clima de Futuro no evento 

A UNE marcou presença na 28ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada de 30 de novembro a 13 de Dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O evento reuniu representantes de 195 nações para discutir os impactos das mudanças climáticas e buscar soluções de adaptação à nova realidade: até 2030 reverter o quadro de aquecimento global, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Entre autoridades oficiais que participam da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima e ativistas climáticos, entidades ligadas à juventude como a UNE também foram convidadas. Os estudantes vão participar desse momento de tomada de decisão. Para a presidenta da UNE, Manuella Mirella “não existe luta pela educação, sem a luta para garantir o futuro do planeta e condições melhores de vida para os povos mais vulneráveis do mundo que têm sido atingidos pela mudança climática”.

Junto do Encontro das Juventudes pelo Clima e representantes da Coalização global de Universidades pelo Clima, Manu destacou a importância de defender mais mais investimento, o impulsionamento da ciência, tecnologia e inovação para combater a crise climática.

Manu ainda criticou que em meio a programação e as negociações que os líderes mundiais fazem durante a Conferência muitas são de concessões de exploração de combustível fóssil, ou seja de destruição do meio ambiente. “Os países que mais poluem não os que menos querem pagar essa conta. Enquanto esses líderes esses países dito desenvolvidos sofrem as consequências da crise climática dentro de uma sala com ar condicionado, a população mais pobre do mundo sofre na pele diariamente com efeitos drásticos. Como no Brasil, as chuvas no Sul, a fumaça no Amazonas, as altas temperaturas em regiões que não costumam ser tão quentes. É por isso que dizemos que sem justiça social não existe justiça climática”.

A presidente da UNE aproveitou a oportunidade para apresentar a caravana da entidade Clima de Futuro que vai rodar o Brasil em 2024 e conscientizar sobre a necessidade agenda climática ter prioridade na luta estudantil. “ As universidades brasileiras tem muito a contribuir em soluções para mudarmos globalmente esse cenário de final do mundo”, destacou.

Em sua participação o presidente Lula discursou para líderes mundiais sobre a seca na Amazônia, o nível dos rios mais baixo em 120 anos e de que o futuro da Amazônia não depende só dos amazônidas. Lula cobrou dos outros países o cumprimento dos acordos de protocolos climáticos acertados anteriormente.

O governo brasileiro apresentou também a proposta de um fundo global para financiar a conservação de florestas tropicais em 80 países. A UNE também defende que o fundo deve estender essa ajuda às populações que vivem na e das florestas.