Estudantes querem políticas de permanência, retomada do financiamento nas públicas e bolsas emergenciais

A diretoria Executiva da UNE, esteve reunida neste últimos dias 11 e 12 de Outubro para seu Seminário de Gestão, onde discutiu e aprovou uma nota com premissas básicas indispensáveis a um plano de retorno presencial das universidades, seja qual for sua modalidade. O documento ressalta que: “O sucesso em um retorno presencial seguro e positivo só será possível por meio do respeito à vida, à ciência, à autonomia universitária, à educação e assegurados por intermédio da nossa responsabilidade coletiva”.

LEIA AQUI A NOTA DA UNE DE PREMISSAS BÁSICAS PARA RETORNO PRESENCIAL

A presidenta da UNE, Bruna Brelaz, destacou o esforço dos diretores de todas as regiões que se reuniram de forma presencial e remota para discutir estratégias de defesa da educação. “Somos um time com muita disposição para rodar esse país em defesa da educação, da Amazônia e da democracia e para derrubar Bolsonaro”.

Além de pontos básicos como o uso obrigatório e disponibilização regular de máscaras, ventilação adequada e proibição de aglomerações nas salas de aula e espaços compartilhados; e monitoramento constante com testagem em massa da comunidade universitária, o documento propõe a busca ativa dos estudantes e oferecimento de políticas de permanência nas universidades específicas para o processo do retorno presencial, a flexibilização do calendário acadêmico e o fortalecimento das políticas de acompanhamento psicológico.

Na esfera das universidades públicas a nota defende a retomada do financiamento das instituições de ensino e conclama a comunidade universitária, aos dirigentes das IFES, parlamentares e a sociedade civil reivindicar e garantir que a EC95 seja revogada, que os cortes sejam revertidos, que o orçamento a ser votado para o próximo ano esteja de acordo com as demandas das universidades e institutos.

Já no âmbito das universidades privadas o documento aposta no legislativa para defender a imediata aprovação do Projeto de Lei 1133/21, que garante a suspensão temporária das parcelas de amortização do FIES bem como a aprovação do Projeto de Lei 3836/20, que prevê bolsas de estudos emergencial para estudantes dos cursos superiores privados, a fim de combater os efeitos da inadimplência nas mensalidades em razão da crise econômica.