Com a presença do Cônsul e o Embaixador de Cuba, estudantes leram manifesto que celebra os 100 anos do presidente de honra da entidade
A Plenária Final do 72º Coneg da UNE, realizada neste sábado (6/6), prestou homenagem ao legado e ao centenário de Fidel Castro, presidente de honra da entidade. Com a presença do Cônsul Geral, Benigno Perez, e o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo, os estudantes leram um manifesto que resgatou a trajetória histórica da UNE com o líder cubano.

Assim como Fidel construiu um processo revolucionário em Cuba, essa geração se inspira para construir, à sua maneira, transformações profundas no Brasil, a partir, sobretudo, da solidariedade internacionalista com os povos oprimidos.
A presidenta da UNE, Bianca Borges, ressaltou que em um momento de ataques estadunidenses renasce a esperança em uma América Latina justa, sem opressões e integrada.
“Cuba não está só. Se os imperialistas internacionalizam o bloqueio, nós internacionalizamos a esperança. Não podem bloquear a solidariedade e nem a ternura entre os povos”.
O diretor de Relações Internacionais da UNE e secretário executivo da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), Erik de Souza, explicou em sua fala que a OCLAE deve sua fundação à ação direta de Castro, que “recebeu os estudantes latino-americanos em Cuba e foi o impulsionador da ideia de uma organização que reunisse as dezenas de federações estudantis do nosso continente”.

Leia o manifesto na íntegra:
Manifesto 100 anos com Fidel Castro, Presidente de Honra da UNE
É impossível pensar em algo ou alguém que tenha marcado tanto a América Latina no último século — política e culturalmente — quanto Fidel Castro.
Da sua defesa diante da ditadura de Fulgêncio Batista, pelo assalto ao Quartel Moncada em 26 de julho — eternizada na memória dos povos como “A História Me Absolverá” —, até a Declaração do Caráter Socialista da Revolução Cubana, proclamada na iminência da Invasão da Baía dos Porcos, Fidel transformou-se no símbolo de rebeldia e revolução para gerações. Desde 1º de janeiro de 1959, não houve luta transformadora no continente que não contasse com a influência, direta ou indireta, de Fidel.
Parafraseando Maiakóvski: — Dizemos Fidel, pensamos — povo! — Dizemos povo, pensamos — Fidel!
A União Nacional dos Estudantes tem longa história com Fidel. Em maio de 1959, recebemos o comandante-em-chefe da Revolução Cubana na sede histórica da UNE, no Rio de Janeiro, onde ele discursou para os estudantes presentes. Em 1999, no 46º Conune, a presidência da UNE convidou Fidel para ser o principal orador do Congresso. Ali, no Mineirinho, milhares de estudantes ouviram seu discurso por mais de duas horas e o aclamaram como presidente de honra da entidade.
Neste ano, em que celebramos os 100 anos de seu nascimento, rendemos mais uma vez homenagem ao nosso presidente de honra e, em especial, ao povo cubano, que enfrenta uma brutal ofensiva dos Estados Unidos. Depois de sete décadas de bloqueio e sabotagens que falharam em solapar o apoio popular à Revolução, Trump ameaça uma agressão militar para pôr fim ao regime socialista em Cuba.
Manifestamos nossa solidariedade irrestrita ao povo cubano, ao seu governo revolucionário e ao líder histórico Raúl Castro, acusado pelo “crime” de defender seu país contra uma incursão terrorista. Conclamamos o conjunto do movimento social a também manifestar sua solidariedade e, sobretudo, exigimos do governo brasileiro — que tem adotado medidas insuficientes — que lidere os esforços internacionais em defesa da soberania cubana e por ajuda humanitária frente ao bloqueio.
Com Cuba, sempre! Pátria ou Morte, venceremos! Viva Fidel e a Revolução Cubana!
