Titi foi coordenadora do mandato da deputada Manuela e é primeira suplente de vereadora. É formada em economia pela UFRGS, é feminista, militante da União Brasileira de Mulheres, vice-presidente do PCdoB Porto Alegre. Sua participação política começou nas manifestações contra as privatizações e o neoliberalismo no final da década de 1990. Se filiou à UJS no ano de 2000 e participou ativamente em todas as edições do FSM. Atuou no movimento secundarista, foi diretora da Une (União Nacional dos Estudantes), presidente estadual e da Direção Nacional da União da Juventude Socialista.
Por que você é candidata?
Dediquei minha juventude à luta política. Construímos avanços importantes como o Prouni, as cotas na universidade pública. Lutamos e a provamos o marco regulatório do Pré-Sal, destinando suas riquezas para educação. Agora, com o golpe consumado, vemos que essas conquistas estão em risco. Os direitos das mulheres, da juventude e dos trabalhadores estão ameaçados. Eu sou candidata porque acreditamos que o caminho para superar a agenda antidemocrática é nas ruas e nas urnas.
Qual sua proposta para juventude?
Ocupar os espaços públicos da cidade com cultura, esporte e lazer. Lugares ocupados são mais seguros para juventude e toda a população. Porto Alegre tem mais de 500 praças, mas a maioria delas está inutilizada pela quantidade de lixo, falta de iluminação e se tornaram espaços violentos.
Também luto para que a cidade valorize a criatividade de jovens empreendedores, dê oportunidade ao capital humano que temos. Segmentos ligados à alta tecnologia, arquitetura, artes, cênicas, criaçao de software, música, design, publicidade devem ser valorizados do ponto de vista econômico.
Minha campanha está muito ligada às pautas das mulheres, à luta por políticas públicas que levem em conta a nossa realidade. Defendo creches que se adequem a rotina das mães trabalhadoras e estudantes, com horários noturnos; Horários de ônibus estendidos para a segurança das mulheres trabalhadoras e estudantes; Postos de saúde de referência para as mulheres e com horários ampliados.
Qual a sua proposta para Educação?
– Creches em horário estendido para que as mães estudantes não sejam obrigadas a largarem os estudos;
– escola em tempo integral
– Como vereadora, apresentei projeto para realização de exames de audiometria e oftalmológico anuais
– passe-livre para estudantes da rede municipal
– escola enquanto espaço da comunidade para realização de atividades extra-curriculares
A favor ou contra o Escola sem Partido?
Sou contra o projeto escola sem partido. Isso acaba com a democracia, com a capacidade crítica e não permite que a história seja ensinada em sala de aula. A LDB garante a liberdade do professor lecionar e os estudantes tem capacidade de questionar o professor e debater. A escola precisa ser um ambiente plural, aberto ao debate de ideias.