Confira outros momentos na história em que os estudantes saíram às ruas e protestaram contra cortes e precarização

As últimas manifestações realizadas no dia 15 de maio levantaram a seguinte questão: os estudantes estão ao lado da educação ou somente contra o governo? Por isso, o site da UNE separou alguns momentos em que os jovens e o movimento estudantil foram intransigentes na defesa de escolas e universidades, independente de quem ocupasse o cargo presidencial.

Se liga:

Semana Nacional de Defesa da Educação

Em maio de 2015, estudantes de todo o país se mobilizaram o corte de R$9 bilhões no orçamento da educação, fruto dos ajustes fiscais promovidos pelo governo Dilma. Na ocasião,  a UNE convocou a estudantada de todo o Brasil para a luta.

A diretoria executiva da UNE, inclusive, se reuniu com a presidenta e o então ministro da educação Aloizio Mercadante para debater os cortes e reivindicar a pauta estudantil.

UNE CONTRA OS CORTES – Ocupe Brasília

A UNE aprovou em seu 54º Congresso, realizado em junho de 2015, em Goiânia, a campanha “Nenhum centavo a menos para a educação! Eu quero 10% do PIB” que rechaçou o corte de R$ 9 bilhões no setor.

Em virtude disso, um acampamento foi montado em frente ao Ministério da Fazenda, em meados de junho. O chamado ‘’Ocupe Brasília’’ representou uma ofensiva contra os cortes e também contra a redução da maioridade penal.

Luta pelo Pibid

Em 2016, após muita pressão dos estudantes e professores, o Governo Federal decidiu manter o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid).  O anúncio do corte de quase 50% nas bolsas do programa havia gerado diversos protestos em diversas partes do país.

Ofensiva contra a PEC 55 e Reforma do Ensino Médio

Em outubro de 2016, os estudantes e movimentos sociais se uniram para dizer não ao retrocesso do pacote de maldades imposto pelo governo Michel Temer. Protestos, passeatas e até a ocupação do escritório da presidência, em São Paulo, marcaram o mês. A proposta autoritária de reforma do ensino médio também entrou na pauta estudantil. Diversos protestos ocorreram em todo país. Em todo o Brasil escolas e universidades foram ocupadas por estudantes que lutavam contra os retrocessos na educação e a ”PEC da maldade”.

Defesa do PNE e 10% do PIB para a educação

A UNE saiu em defesa dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação ainda no ano de 2013. Reunidos no ginásio do Clube Português em Recife, os 5 mil estudantes que participaram do 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) levantaram os crachás para aprovar a reivindicação de um maior orçamento para a área educacional. De lá pra cá, aconteceram inúmeras manifestações e debates, até a aprovação em 2014.