10ª Bienal da UNE provou que a rima tem espaço para emoção e pautas políticas
A Bienal das Letras mostrou que a diversidade é nossa maior riqueza. Saraus com diversos sotaques, muito lirismo e com o microfone aberto para toda emoção.
Música e rimas sob a tutela da slammer Mel Duarte, fizeram o sarau do dia 30 um espaço entre os mais legais da 10ª Bienal da UNE.
Com a bênção do homenageado Patativa do Assaré, a mistura foi feita entre poetas de toda vida como o pernambucano Miró da Muribeca e as cearenses Rede Mnemosine de Mulheres Cordelistas e poetas amadores roborizados no palco com um papel rabiscado nas mãos abrindo seus corações para mostrar sua arte.
Para a coordenadora de Literatura, Brenda Amaral a reinvenção que surgiu a partir da literatura nessa bienal está nas atitudes político artísticas que surgiram nos saraus.
“Nos dois eventos que percorreram a programação (um dia 30 e outro dia 31), dezenas de pessoas insistiram interminavelmente para conseguir uma vaga no microfone e registrar versos e linhas no palco. Quase sempre as poesias falavam também da política, mas de um jeito sensível e marcante. Talvez a reinvenção dos corpos, na micropolítica, é que garanta o sucesso das nossas ações no próximo período. Todo mundo tem muito o que aprender com os saraus”, destacou.
Confira algumas das matérias de Literatura produzidas durante a 10ª Bienal:
> Literatura coloca Norte-Nordeste, negros, mulheres e trans no centro da Bienal
> “Eu acredito na arte como ferramenta de transformação pessoal”, entrevista com slammer Mel Duarte
> Bienal revela as entrelinhas do golpe
> Estudantes selecionados do Ceará mostram toda a sua multiplicidade