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“Resistir para viver: estudantes pelo fora Bolsonaro e pela sustentabilidade”

08/03/2021 às 17:07, por Cristiane Tada.


Diretoras de Mulheres das três entidades estudantis Pamela Layla, Elaine Monteiro e Thais Florencio assinam artigo que reforçam a organização feminista contra Bolsonaro e por um projeto para mudar a vida das mulheres. Leia:

O 8 de março é uma data que marca a história de luta das mulheres por todo o mundo. Há 111 anos esta data é uma referência para as mulheres em movimento, mulheres que ousam fazer ecoar suas vozes, resistindo para garantir condições dignas de trabalho, de sustentabilidade da vida e denunciar violências. É fundamental resgatar nossas origens, para lembrar que somos parte de um projeto em movimento para mudar a vida das mulheres.

O Brasil hoje enfrenta uma série de crises: humanitária, social, econômica, sanitária e política. Na nossa diversidade, compreendemos que para construirmos uma pauta unificada e sermos em defesa da vida da população mais pobre, é preciso exigir o Fora Bolsonaro! Esse governo genocida e negacionista não nos apresenta soluções válidas e eficientes para atravessarmos todas as crises. A pandemia mundial do Coronavírus já matou mais de 260 mil brasileiros 1 , e também causou um agravamento das desigualdades sociais. Nós mulheres temos a cada dia que passa nos reinventado
nesta sociedade patriarcal, machista, racista e misógina para garantir a nossa sobrevivência.

O Ministério da Educação foi incapaz de garantir a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com segurança, a marca do Enem deste ano foi abstenção. Dados revelam que houve 55,3% de abstenções 2 no exame presencial e 71,3% 3 no formato digital. Trazendo o debate da exclusão digital e da sobrecarga de trabalho doméstico que afeta principalmente as meninas, que muitas vezes largam a escola para ajudar nas tarefas de cuidado em casa. O governo não debateu como alcançar essa juventude que não conseguiu acompanhar de forma remota as atividades escolares
e abandonaram esse espaço que é tão importante para a transformação das vidas.

Precisamos pensar no futuro da juventude brasileira, garantir internet, material e merenda escolar é necessário para que os estudantes não sofram ainda mais com a desigualdade educacional e a desnutrição, Bolsonaro precisa sancionar urgente a PEC da Conectividade. Nós mulheres estudantes, exigimos Vacina para todas e todos, Auxílio Emergencial já e o fim de todas as formas de violência.

Organizadas nas escolas e universidades de norte a sul do Brasil, pautadas na solidariedade construímos alternativas a esse modelo. Todas as conquistas só foram alcançadas com muita construímos alternativas a esse modelo. Todas as conquistas só foram alcançadas com muita organização. Somos mulheres de todos os povos, de diferentes culturas e realidades, e denunciamos a violência e a opressão que as crises deste modelo capitalista, heteropatriarcal, racista e destruidor da natureza provoca em nossas vidas.

O dia 8 de março faz parte dos nossos processos coletivos de resistência que enfrentam a lógica neoliberal de destruição do Estado, privatização, competitividade e individualismo. A urgência em defender a vida trouxe à tona o que há muito tempo exigimos: a ruptura com este sistema é urgente! É nos movimentando que mudamos as estruturas, então vem conhecer e construir essa resistência.

*Pamela Layla é diretora de Mulheres da UBES, Elaine Monteiro é diretora de Mulheres da UNE e  Thais Florencio é diretora de Mulheres da ANPG. 

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