Movimentos sociais e estudantis afirmam que reconhecem resultado das urnas, mas não aceitarão retrocessos
As frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular realizaram nesta terça-feira (30/10) a primeira manifestação para organizar a resistência democrática ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no Masp, em São Paulo (SP).
O ato teve início a partir das 18h e reuniu cerca de 30 mil pessoas que tomaram a Avenida Paulista e marcharam até a Praça Roosevelt.
“Os movimentos sociais e estudantis presentes reafirmaram sua legítima oposição e que não aceitam criminalização. Estamos nas ruas e nas universidades fazendo assembleias e fortalecendo comitês em defesa da universidade pública e gratuita”, destacou a diretora da Comunicação da UNE, Nágila Maria.
Mal o resultado das urnas foi confirmado neste domingo, e já pipocaram reuniões organizadas por estudantes em instituições de ensino de todo o país. Denúncias sobre ameaças de violência a opositores de Bolsonaro também tem tido destaque na imprensa.
Durante o ato na capital o líder do MTST, Guilherme Boulos, esclareceu que as frentes reconhecem sim, o resultado das eleições.
“Nós reconhecemos sim que o Bolsonaro foi eleito presidente e não imperador do Brasil, e um presidente tem respeitar as liberdades democráticas, tem que respeitar a liberdade de manifestação e respeitar as oposições”, afirmou.
Boulos lembrou também da defesa dos direitos e afirmou que “nós não vamos aceitar reforma da previdência, não aceitamos com Temer e não vamos aceitar com Bolsonaro”.
Apesar de pacífica a manifestação terminou em violência no final. Seis manifestantes foram detidos pela polícia de acordo com a Ponte.