Manifestação contra a cobrança de mensalidades nas universidades públicas foi interrompida por agressões e spray de pimenta

Na tarde desta terça-feira (16), estudantes reunidos em frente ao Ministério da Educação (Mec), em Brasília, foram covardemente agredidos pelas forças policiais ao protestarem de forma pacífica. A manifestação dos estudantes era contra a cobrança de mensalidades em universidades públicas, proposta que seria discutida ainda hoje em reunião com os reitores das federais.

‘’ Nós estávamos aqui pacificamente para demonstrar a nossa indignação com quem tira dinheiro da educação e quer privatizar a universidade pública e a polícia quis nos tirar a força da frente do MEC. Nos agrediram de forma brutal e covarde, mas nós vamos continuar aqui para demonstrar nossa indignação não só com quem corta da educação, mas com quem também é autoritário e não aceita uma manifestação democrática’’, falou o presidente da UNE Iago Montalvão.

Policias atiram spray de pimenta nos estudantes em Brasília, durante protesto pacífico

Além de agredir os estudantes, a polícia também retirou os cartazes colados por eles na porta do Ministério. Um estudante chegou a ser levado de camburão.

Os estudantes permanecem nesse momento em uma rua próxima ao MEC, aonde tentam se aproximar para entregar suas reivindicações aos reitores das federais presentes em Brasília.

Acompanhe mais informações no site e nas redes da UNE.

Cartazes são retirados pela polícia na porta do MEC

Reunião no MEC

O Ministério da Educação convocou todos os reitores das universidades federais brasileiras para reuniões nesta semana em que discutirão, segundo a pasta, uma proposta para “aumentar a autonomia financeira”. Embora o Ministério não tenha dado detalhes sobre as pautas da reunião, na quarta-feira passada (10) o secretário de Educação Superior mencionou na Conferência Internacional sobre Financiamento Vinculado à Renda que o plano se chamará Future-se.

Na última quinta-feira (11), durante um pronunciamento sobre a educação básica, o ministro Abraham Weintraub também mencionou o plano. Ele anunciou que lançaria “um projeto para reformular e libertar as universidades federais, para que elas atinjam o mesmo desempenho dos países de ponta, no mundo”.