Três representações disputam neste domingo a liderança da entidade de 82 anos

Um número recorde de 8013 delegados que participam deste 57º Conune em Brasília vão escolher os próximos representantes que estarão à frente da entidade pelos próximos dois anos.

Durante a plenária que começa logo mais os estudantes vão poder ouvir a defesas das chapas e no final votam pela sua preferida.

O site da UNE falou com as três representações no pleito. Conheça:

Gabriel Henrici, o “Japão” é estudante de história da UFRJ, faz parte da atual diretoria da UNE de Relações Internacionais do movimento Correnteza do Campo da Oposição.

Ela defende que a UNE pode ser uma entidade diferente e este momento da conjuntura pede que a entidade seja capaz de refletir os desafios no próximo período: os ataques à educação, corte verbas, e a reforma da previdência que aprovada vai atacar o futuro e a possibilidade de se aposentar.

“A centralidade para este quase 10 mil jovens que estão aqui hoje tem que ser a luta contra a reforma da previdência. Sou candidato porque quero fazer com que a UNE seja uma entidade que não fique a reboque da conjuntura, ao contrário que esteja a frente das principais manifestações de rua do país”, destacou.

Japão começou no movimento estudantil como presidente do Grêmio da sua escola há mais de 10 anos lá na Baixada Fluminense. Na universidade foi do CA de História, do DCE, da executiva da UEE-RJ, e tem uma longa trajetória do movimento estudantil.

>Conheça aqui a tese do movimento Correnteza para este Conune.

A tese da Juventude Sem Medo também do campo da oposição está com uma candidatura coletiva de mulheres para a presidência da entidade. As porta vozes são: Vitória do Afronte, Maria Clara do Manifesta, Vitória do MTST, Isabela do Brigadas Populares e Maria Clara Delmonte, do movimento RUA com quem conversamos.

Delmonte é carioca, cursa gestão pública da UFRJ e é DCE UFRJ. Assim como o candidato Gabriel a candidatura coletiva faz uma avaliação que os tempos são outros hoje e exigem uma UNE capaz de resistir aos ataques que estão colocados.

“A ideia da lógica coletiva foi a gente conseguir apresentar antes de tudo uma plataforma política, que é a nossa tese a juventude sem medo e mostra as caras e os diversos movimentos que estão ali compondo a tese, que dirigem seus DCEs e núcleos nacionalmente para dar essa cara, mas entendendo que precisa ser coletivo, feminista, antirracista, antilgbtfóbico e tentamos trazer um pouco disso, que se baseie na nossa tese”, ressalta.

Ela explica ainda que a candidatura coletiva faz um questionamento sobre a forma como a UNE se constrói, mas não propõe necessariamente uma estatuinte da entidade para estabelecer mandatos coletivos em todas as diretorias “mas é principalmente a melhor forma que a gente encontrou para dar a cara do programa que a gente apresenta. Então é menos sobre como vai ser gerido o mandato coletivo e mais sobre essa cara coletiva que se apresenta no nosso programa”.

> Leia aqui a tese da Juventude Sem Medo para o Conune.

Iago Montalvão é goiano, estudante de Economia da USP, integrante do Centro Acadêmico Visconde de Cairu e diretor de Memória Estudantil da gestão que se encerra. É candidato pelo movimento Canto de Esperança.

Entrou pela porta do movimento estudantil desde o Grêmio estudantil, mas foi na UFG quando cursava história que ele participou das primeiras passeatas pelo passe livre em Goiânia.

Iago destaca que o governo Bolsonaro é um dos piores retrocessos da história do país, mas ele acredita que os 82 nos e história da UNE dão condições a entidade de liderar um movimento neste momento político para superar os desafios, mas que vão precisar que as pessoas estejam preparadas e organizadas para resistir.

“ O momento exige que a gente se organize e lute para retomar uma sociedade minimamente mais justa. Desde que eu fui para a primeira manifestação eu acredito que é possível mudar a nossa sociedade, a nossa vida e a dos outros quando a gente se organiza”.

> Leia aqui a tese do Canto de Esperança para este Conune.