Debate reuniu uma mesa de mulheres que apontaram caminhos para combater a onda de desinformação

O primeiro dia, 7/2 da 11ª Bienal da UNE contou com debates bastante intensos sobre a conjuntura atual. Entre um dos mais esperados estava  o do tema “ Censura, liberdade de expressão e fakenews”, que lotou a tenda Refazenda, na Praça das Artes da UFBA.

Com a presença da ex-candidata a vice-presidência da República Manuela D´Avila , a empresária Paula Lavigne, Laura Capriglione, fundadora do Jornalistas Livres e a atriz e escritora Elisa Lucinda, a mesa foi bastante esclarecedora sobre os impactos da desinformação, a escalada do discurso de ódio e conservador pelas redes sociais, a partir das exposições das participantes.

Laura Capriglione avaliou que é preciso retomar um trabalho de base, em que nessa  “batalha de ideias”, prevaleça  o amor e o acolhimento ao povo, de uma forma que se encontrem no espaço progressista.

“E a cultura é a forma mais linda e eficaz de encontrar a população mais pobre”,  disse.

Já Elisa Lucinda, que empolgou o público com suas histórias, seus cantos e sua fala, apontou as mudanças de atitudes para uma sociedade mais justa socialmente.

“O racismo é o maior símbolo da desigualdade. Sem os pretos não vai ter revolução! E nas pequenas ações é que combatemos o autoritarismo, não reproduzindo o ‘ velho’. Além disso, a ignorância traz o medo, universitários tem poder. Usem!”, falou a artista, ganhando aplausos.

A empresária Paula Lavigne, contou histórias sobre Fake News e  explicou como  funciona.

“O que os artistas fazem em um momento de censura, sob ataques conservadores: resistem! Vamos nos aprofundar no tema da fake news, ficar alertas, afinal perdemos a eleição para esse ‘projeto’ de disparo de mentiras”, aconselhou Paula.

Por fim, Manuela D´Avila ampliou a discussão sobre qual deve ser o tratamento ao Fake News e os discursos de ódio nas redes.

“É preciso lembrar que essa a propagação das notícias falsas percorrem o caminho do preconceito. Não é a toa que o deputado Jean Wyllys e eu somos alvos delas. Temos que levar à sério todas as denuncias de crimes virtuais e lembrar que não existe anonimato. É necessário polícia especializada e punição. Racismo é crime em todas as esferas.”