Leia nota da entidade sobre os conflitos entre Israel e Palestina e a escalada de violência na região:
A UNE, nos seus 86 anos de existência, sempre defendeu a paz e autodeterminação dos povos. Lamentamos os acontecimentos recentes envolvendo Palestina e Israel e nos solidarizamos igualmente com todas as vítimas desta escalada, palestinas e israelenses, mas não igualamos as responsabilidades.
O sistema colonial imposto à Palestina já está em curso há 76 anos. Os já palestinos fizeram concessões importantes, mas Israel, infelizmente, nunca cumpriu com suas responsabilidades e infelizmente, vemos o resultado: o massacre do povo palestino. Os ataques, as violações de direitos e o sofrimento infligidos à população palestina já duram mais de sete décadas.
O histórico do projeto colonial aplicado por Israel, condenado pela comunidade internacional diversas vezes, visa uma limpeza étnica da população originária, o que gera desordem e aniquila milhares de famílias palestinas. Gaza é a maior prisão a céu aberto do mundo, com Israel controlando quem entra e sai e o que entra e sai. Muitos palestinos não têm acesso a itens básicos de sobrevivência.
Neste sentido, a UNE reafirma sua resolução aprovada no 59º Congresso da Entidade e defende que Israel cumpra com os acordos e as resoluções da ONU, desocupe a Cisjordânia, Jerusalém Oriental, desbloqueie a Faixa de Gaza e ponha fim ao regime de Apartheid imposto a todos palestinos. Além disso, é fundamental que seja criado o Estado Palestino livre, com total respeito à sua autodeterminação, caminhando para a solução dos dois estados independentes na região.
Por fim, é importante questionar a forma tendenciosa dos grandes veículos de comunicação, que criminalizam o povo palestino e fecham os olhos para as barbáries que há mais de sete décadas assolam a Palestina, ignorando as ações israelenses, que já provocam uma catástrofe humanitária, especialmente em Gaza, conforme denunciado pela ONU. Por tanto, a UNE reconhece a legitimidade da luta do povo palestino e reitera seu apoio à autodeterminação da Palestina.
A nossa luta é pela paz! Não há espaços para a dor e a destruição. É preciso garantir o respeito às diferenças políticas, religiosas, étnicas e construir um horizonte de diretos para todas as populações que ocupam a região da Palestina Histórica.