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O 3º Encontro de Estudantes Comunicadores da UNE trouxe nos dois dias 02 e 03 minicursos de formação para os estudantes presentes na Nave Coletiva, em São Paulo e foram transmitidos também pelo YouTube da entidade.

O estudante Vitor Meireles, 19 anos, veio do Pará, participar do encontro. Foram 3 dias de viagem de ônibus para chegar a capital paulista, mas ele disse que valeu a pena.

Ele elogiou o formato do evento que foi estratégico para absorver as conversas. “Foi um formato mais de conversa, não foi uma coisa maçante, cansativa, ficamos sentados nos pufes, ficamos confortáveis e não foi uma rotina de palestra como estar num auditório, que muitas vezes as pessoas acabam se desconectando da pauta”.

Foto: @kboughoff

Guia Prático de como identificar e acabar com as fake news nas redes, ruas e universidades

A jornalista e coordenadora do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mieli, foi uma das convidadas para falar sobre o combate às fake news.

Ela alertou que o que está por detrás da desinformação, intolerância preconceito, são uma série de mecanismos educativos, que querem aprisionar as pessoas numa chave de ódio que impossibilita o diálogo. “O enfrentamento individual do conteúdo da desinformação é enxugar gelo”, ressaltou.

Para jornalista é preciso enfrentar a origem que é o modelo de negócios baseado na captura de dados pessoais, para ativar a emoção e endereçar mensagens com propósito de vender ideias das chamadas big tecs, as grandes empresas de comunicação que monopolizam as redes sociais. Mieli ressaltou que atuar na dimensão política da comunicação aproveitando o novo governo comprometido com políticas públicas é fundamental para nossa soberania. “Pressão nas ruas, no Congresso Nacional para aprovar leis que regulem as grandes empresas, para garantir um ambiente mais saudável e menos tóxico nas redes”. E destacou a necessidade de elevar o grau de mobilização pela aprovação da PL 2630 das Fake News, relatado pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

Participaram ainda Rozana Barrozo, estudante, comunicadora e ex-presidenta da UNE e Alexia, diretora de Comunicação da UBES.

Como formar um Núcleo de Comunicação estudantil na universidade

Camila Ribeiro, a produtora cultural, ex-coordenadora do Cuca e diretora da UNE, Camila Ribeiro, contou um pouco do que viveu nos processos de transformação do comunicar da UNE a medida que o Brasil e o mundo passou por um processo de convergência digital, mais acesso à internet e da digitalização da militância. “Na época a gente fez tudo com base do que achávamos e fomos experimentando, então a partir dessas experiências construímos um império do empírico onde a gente aprendeu várias coisas e hoje podemos trocar essas tecnologias com uma geração nova que está ocupando a universidade”.

Gustavo Arruda é de São Mateus e fundador do Coletivo de Comunicação de Quebrada. Ele contou sobre sua experiência com comunicação de guerrilha que começou com o documentário que conta como as pessoas se organizam na comunicação dentro das periferias, TCC do curso de Comunicação. “ A nossa maior faculdade é nossa vivência na nossa quebrada”.

Foto: @kboughoff

O jornalista Luis Lucas, cria do Jardim Ângela, também integrante do Comunicação de Quebrada destacou a importância de se movimentar e entender que você não está sozinho. “ Saiba que tem muitas pessoas pode ser na universidade, na quebrada ou em outro estado fazendo com a mesma garra e pensamento que você”.

Foto: @kboughoff

Bruno Rodrigues, fundador da produtora Pró-Capão contou como fez da comunicação uma ferramenta para mudar a realidade do Capão Redondo. Hoje eles tem um projeto que leva jovens da região para conhecer os sets de grandes produções audiovisuais nacionais e estruturaram um cursinho popular. “Chama quem tem um objetivo em comum e sonha”, aconselhou.

Planejamento Estratégico e financeiro para projetos culturais

Como concorrer a um edital para garantir o financiamento dos projetos? Ou como buscar apoiadores para o meu projeto? Foi o que se propôs a responder os convidados do minicurso

Insistência e consistência na proposição de projetos e estar atento a realidade para contextualizar esse projeto. “Seja objetivo para defender a sua ideia”, ressaltou a atriz e produtora Isa Neiva.

Foto: @thompsongriffo

A produtora Ana Luísa, Instituto Nacional sou um de Milhões de Trabalhadores da Cultura, deu o caminho das pedras. “Você não cria projetos para edital, você cria projetos que você acredita para vida”. Para ela o pontapé de partida para estruturar um projeto é é refletir o que você quer com esse projeto, e o que você pensa com ele. “Depois você pensa quem você quer atingir? Que público-alvo é esse? Com quem estou falando?”.

Paulo Barros, produtor, também defendeu que é preciso ter muito claro para quem propõe o que é o projeto. “O que você vai fazer pós projeto também é muito importante, pós ganhar o edital. É muito importante pensar como você cria um projeto que terá vida depois do edital”.