Unidade nas ruas por punição aos golpistas, por democracia e avanços

Os estudantes brasileiros sempre empunharam as bandeiras da educação, da democracia e da soberania nacional. Não foi à toa que o primeiro ato da ditadura militar foi incendiar a sede da União Nacional dos Estudantes. Fomos colocados na clandestinidade, tivemos presidentes e diretores da entidade presos, torturados e assassinados pelo regime, congressos interrompidos, universidades invadidas. Mas nunca nos rendemos na defesa do Brasil e do povo brasileiro. 

Como dizia Honestino Guimarães: “voltaremos e seremos e seremos milhões”.  Sessenta anos depois de um dos capítulos mais sombrios da nossa história, nós voltamos e somos milhões em defesa do Brasil e do nosso povo. 

Com uma mobilização permanente nas ruas, nas redes e nas universidades, enfrentamos seis anos de retrocessos e ataques constantes à democracia, à educação, ao conhecimento e à ciência, nos governos de Temer e Bolsonaro . Os esforços na construção de mobilizações em unidade dos movimentos populares através das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, somado a uma frente ampla institucional para isolar o Bolsonaro foi fundamental para impor uma derrota importante à extrema direita nas últimas eleições. Os brasileiros foram às urnas e decidiram por um outro projeto de país elegendo o presidente Lula. 

No entanto, ainda é preciso derrotar a extrema direita e seu projeto na sociedade que ainda permanece polarizada. A tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 teve uma  resposta uníssona dos movimentos populares: “sem anistia para os golpistas!” Ao longo do último ano, por diversas vezes, ocupamos as ruas para pedir a punição destes, mas também para consolidar vitórias, como foi a luta pela redução da taxa de juros, que ainda precisa cair mais. 

Hoje, mais do que nunca, é necessário que voltemos a ocupar as ruas contra qualquer tentativa de anistiar aqueles que atentam contra a democracia. Não podemos permitir que os golpistas sequestrem a bandeira da defesa da democracia para barganhar  impunidade pelos seus crimes. 

Não podemos permitir que a história se repita, que os crimes contra o Estado de Direito sejam esquecidos!

Junto disso, é importante que possamos fazer memória aos nossos que foram vítimas do Estado durante a ditadura, mas também lutar pelos que sofrem com os resquícios dela; ecoar a verdade sobre suas vidas e histórias; e pedir justiça necessária. 

Por isso, convocamos a todos os estudantes a se mobilizarem para participar da Jornada de Lutas da Juventude.

Sem anistia para golpistas!

CALENDÁRIO

14 de março – Justiça por Marielle e Anderson.

23 de março – Sem anistia para golpistas.

31 de março e 01 de abril – Dias Nacionais de Luta por memória, verdade e justiça
Abril – Pela revogação do novo ensino médio e por uma reforma universitária