Pastor tem regido o MEC como uma instituição religiosa e ainda é conivente com lobby com recursos da educação
Escolhido como o quarto ministro da Educação do governo Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro foi estrategicamente colocado na pasta para atender objetivos ideológicos dos apoiadores do presidente da República. O lobby dos pastores do gabinete paralelo para favorecer com verbas públicas prioritariamente municípios de outros pastores amigos confirmou como Ribeiro tem trabalhado apenas para fortalecer uma base bolsonarista. Mais um crime diante de vários casos de improbidade administrativa, por isso a UNE quer #ForaMiltonRibeiro!
Relembre:
Transfobia
Em setembro de 2020 o ministro associou “famílias desajustadas” à homossexualidade. Ele declarou ainda que adolescentes estavam “optando por ser gay”. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por homofobia e será julgado pelo STF.
Universidade para poucos
Em Agosto de 2021 em entrevista à TV Brasil, Milton Ribeiro afirmou que as universidades deveriam ser para poucos porque não seriam muito úteis à sociedade. Ele chegou a dar como exemplo que existe atualmente “muito engenheiro ou advogado dirigindo Uber porque não consegue colocação devida. Se fosse um técnico de informática, conseguiria emprego, porque tem uma demanda muito grande”.
Desestruturação no MEC
O ministro também está ligado a uma debandada de cargos técnicos no MEC. Há um mês aconteceu uma exoneração coletiva de 11 advogados da consultoria jurídica do MEC, que denunciaram um interesse privado sobrepondo sobre o público na pasta. Depois disso, um novo grupo de servidores anunciou a saída de cargos em comissão na pasta, após críticas do Ministro.
Defender cortes no orçamento
Desde 2021 quando o Ministério da Educação bloqueou uma parte do orçamento de 63 universidades e 38 institutos federais de ensino, o ministro também tem defendido a necessidade dos cortes sucessivos na contramão do que se espera para um líder da pasta. Ele chegou a minimizar os cortes e destacar que o problema seria a gestão e aplicação correta dos recursos que faria diferença na educação brasileira.
Veto Lei da Internet
Em julho do ano passado, ele também defendeu o veto do presidente da República sobre projeto de lei que buscava ampliar o acesso de estudantes e professores à internet durante a pandemia. “No nosso entendimento, a questão da conexão é importantíssima. Só que na minha visão como gestor e ministro, eu acredito que existem outras prioridades“, disse o ministro. Após muita mobilização das entidades estudantis, o Congresso acabou derrubando a decisão de Bolsonaro.
Sucateamento do Enem e no CAPES
Em novembro do ano passado, a menos de 3 semanas para o Enem 37 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, entregaram seus cargos na entidade. O episódio está ligado a uma interferência na montagem da prova, em que os profissionais afirmaram terem sofrido assédio moral. No mesmo mês 114 servidores renunciaram a suas funções na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
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