Evento reuniu movimentos sociais em Montevidéu, no Uruguai, entre os dias 16 e 18 de novembro
O aprofundamento do debate contra o neoliberalismo e a defesa intrasigente da democracia selaram os três dias da Conferência Continental para a Democracia, ocorrida entre os dias 16 e 18 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai.
O encontro reuniu mais de dois mil representantes do continente sulamericano, que centraram suas discussões sobre a luta contra o livre comércio e as transnacionais; o aprofundamento dos processos democráticos e a defesa da soberania e da integração das pessoas.
A UNE foi representada por seu diretor e secretário executivo da Organização Continental Latinoamericana e Caribenha de Estudantes (Oclae), Rafael Bogoni e a diretora de movimentos sociais da entidade, Taíres Santos.
”Representamos o Brasil através da UNE no espaço das Juventudes, junto a líderes do Uruguai, Chile e Argentina, com o intuito de falar um pouco a realidade dos nossos países. Na ocasião, aproveitamos para denunciar o golpe que estamos vivendo no Brasil, o desmonte e a ofensiva contra as universidades públicas e sobre o papel da UNE com a campanha ‘Universidade não se vende, se defende’ como forma de mobilizar a sociedade em defesa da educação pública e gratuita”, falou Taíres.
Taíres também levou para o debate o genocídio da juventude negra que ocorre no Brasil todos os dias.
”Lembrei do nosso companheiro Felipe Doss, morto recentemente num assalto em Salvador, e ressaltei a importância de acima de tudo lutarmos para nos mantermos vivos para enfrentarmos e vencermos o capitalismo no mundo”, destacou a diretora.
A Assembleia Final, atividade do último dia da Jornada foi o momento de construção dos acordos e agendas conjuntas que resultaram no documento de Declaração Final da Jornada Continental.