
Cerimônia de diplomação post mortem ao líder estudantil Honestino Guimarães.
Honestino ingressou na UnB em 1966 para cursar Geologia, período em que o país estava sob o regime militar instaurado pelo golpe de 1964, com restrição de liberdades civis e perseguição de opositores políticos. Na Universidade, se destacou por sua militância ativa e habilidade de mobilização, tornando-se uma voz crucial na resistência estudantil contra o autoritarismo.
Em 1968, ele assumiu a presidência do Diretório Central dos Estudantes da UnB e, posteriormente, em 1971, foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Cerimônia de diplomação post mortem ao líder estudantil Honestino Guimarães.
Após anos de luta e resistência, Honestino Guimarães foi preso pelo regime militar em 10 de outubro de 1973, e desde então, desapareceu sob circunstâncias nunca esclarecidas. Seu desaparecimento o transformou em um símbolo de resistência contra a opressão e sua memória continua a inspirar gerações de estudantes a perseguir a justiça e a transformação social.
Apenas em março de 1996, a família Guimarães recebeu uma certidão de óbito, mas foi só em 2013 que o Estado reconheceu sua culpa, ano que o jovem foi anistiado com pedido de desculpas oficial do Estado brasileiro, bem como teve a retificação do seu atestado de óbito antes incompleto. Reconhecida finalmente a causa da morte: tortura e atos de violência orquestrados pelo Estado. Até hoje não se conhece o local nem as circunstâncias de sua morte ou mesmo o paradeiro dos restos mortais.
Comissão da Verdade da UNE
Para iluminar o período mais nefasto na história brasileira e por sua importância como líder estudantil que deu sua vida à luta por seu País que o 29ª presidente da UNE foi escolhido para investigação da Comissão da Verdade da UNE, instalada em janeiro de 2013.