Ministro do TST autorizou sanções; Um ato está marcado para a tarde desta terça (18)

A greve dos petroleiros completa 18 dias nesta terça-feira (18) e não tem previsão de término. Mesmo com a decisão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra, que considerou o movimento abusivo e ilegal, os petroleiros prometem não encerrar a luta.

‘’Que os petroleiros mantenham a greve e sigam as recomendações dos sindicatos em relação às tentativas de intimidação e assédio dos gestores da Petrobras”, diz nota divulgada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Para a entidade, é descabida e inconstitucional a decisão do ministro.

“Os petroleiros que fazem greve obedecem à Constituição da República, estão rigorosamente dentro da Lei de Greve, têm o direito de permanecer em greve e a situação jurídica dos grevistas é rigorosamente a mesma para todos. Apesar da licença entre aspas, também outra decisão estapafúrdia, para que a Petrobrás puna grevistas, essa punição vai ter que ser feita por igual, para toda a força de trabalho em greve. E vamos discutir até às últimas consequências a judicialidade ou a arbitrariedade dessa eventual punição”, afirmou o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, em vídeo divulgado para os trabalhadores.

Um ato está programado para acontecer nesta tarde, a partir das 16h, em frente à sede da Petrobras no centro do Rio de Janeiro.

Historicamente ao lado dos trabalhadores da Petrobras e em defesa do patrimônio brasileiro, os estudantes marcarão presença no local.

‘’ A UNE sempre lutou em defesa da Petrobras, se solidariza e está ao lado dos petroleiros nessa luta’’, falou o presidente da entidade estudantil Iago Montalvão.

Reivindicações

A suspensão das demissões em uma subsidiária da Petrobras, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) é uma das exigências dos trabalhadores. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetam mais de mil famílias.

Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumprido. A FUP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional.