Ato Nacional de luta pela redução dos preços do gás e combustíveis aconteceu em diversas regiões do país e somou forças às paralisações dos petroleiros
O incessante aumento do gás de cozinha e dos combustíveis aliado às políticas entreguistas do atual presidente da Petrobrás Pedro Parente, levaram estudantes e movimentos sociais à Avenida Paulista, coração de São Paulo, para reivindicar a defesa da Petrobrás, a redução dos preços e também a saída imediata de Parente.
Presente na manifestação, a presidenta da UNE Marianna Dias afirmou que o povo deve defender a Petrobrás das irresponsabilidades do Congresso Nacional.
”Nós temos um Congresso Nacional irresponsável que não protege nossas riquezas por isso o povo precisa defender a Petrobrás. Os caminhoneiros tiveram sua vitoria com o diesel, mas temos que alertar a população que o gás de cozinha não reduziu, a gasolina não reduziu. É só com muita luta e mobilização que vamos construir uma história diferente pro nosso país”, disse.
Guilherme Boulos, coordenador do MTST e pré-candidato à presidência da república destacou que o movimento contra o desmonte da Petrobrás é legítimo.
”Estamos na rua pela intervenção popular, para que o povo possa intervir para resolver os problemas desse país”, falou.
Em nota, a UNE criticou a atual política da estatal e pediu a saída de Pedro Parente.
”É um absurdo que Pedro Parente esteja à frente da maior estatal brasileira, um notório entreguista, que foi também Ministro de Minas e Energia durante a crise energética do governo FHC e que representa essa política econômica que gerou toda a crise nos preços dos combustíveis”, diz o documento.
CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciou na madrugada desta quarta-feira (30) uma greve de 72 horas pelo país. O movimento atinge as refinarias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco.
Contudo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve por entender que a paralisação tem “caráter abusivo”.
Por isso, o Sindicato dos Petroleiros corre o risco de ser multado em R$2 milhões de reais por dia de paralisação.
DEFENDER A PETROBRÁS, DEFENDER A EDUCAÇÃO
Marianna Dias relembrou a conquistas dos royalties do Pré-sal para a educação, no ano de 2013 e questionou a sua aplicação.
”Cadê os cade os royalties do Pré-sal que nós aprovamos? Pela primeira vez o Brasil conseguiu que suas riquezas fossem revertidas em direitos, e os golpistas tentam nos impedir. A Petrobrás precisa estar a serviço do povo”, enfatizou.
Nayara Souza, presidenta da UEE-SP falou sobre a força dos estudantes em defesa do Brasil. ”Cada mobilização em prol do país os estudantes estão lá. Eles são como soldados na defesa da soberania e da educação”, disse.