UNE participou da edição 2026 do evento no Rio de Janeiro, que reuniu mais de 170 artistas e 30 coletivos em torno do tema “Independência é um ato de cultura”

Neste 7 de setembro, a presidenta da UNE, Bianca Borges, participou da Parada 7, iniciativa de arte pública que ocupa todos os anos as ruas do Rio de Janeiro com arte contemporânea, cultura e diversidade. O evento reúne cortejo, exposição e shows, e neste ano celebra sua edição com o tema “Independência é um ato de cultura”.

Idealizada por César Oiticica Filho e Evandro Sales, a Parada 7 ressignifica a data como manifestação pela liberdade, pela cultura e pela democracia. A edição de 2026 reuniu mais de 170 artistas e 30 coletivos.

“Celebrar a Independência pela cultura é lembrar que um país só é verdadeiramente independente quando seu povo tem voz, memória, criatividade e liberdade para imaginar o próprio futuro. A cultura brasileira sempre foi espaço de resistência, de afirmação da nossa identidade e também de construção de novos horizontes”, afirmou Bianca.

Cortejo no 7 de Setembro / Foto: Bruno Bou

Para a presidenta, a presença da UNE no evento reafirma o papel da juventude na disputa pelo país. Defender a cultura, a educação, a ciência e a democracia é defender a soberania nacional, afirmou. “Ocupar as ruas com arte no 7 de Setembro é dizer que a independência não é apenas uma data para ser celebrada. É um projeto de país que precisa ser construído todos os dias pelo povo brasileiro.”

Um cortejo que atravessa a cidade

A programação começou no dia 7 de setembro com o Cortejo Parada 7, um desfile de Parangolés que saiu do Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica em direção ao Circo Voador, na Lapa. O encerramento teve shows de Ana Frango Elétrico, Chico Chico e da bateria da Império Serrano.

O Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica é espaço público de referência para a arte contemporânea e para a preservação do legado do artista, que em 2027 será homenageado no enredo da Império Serrano no carnaval, junto com a própria UNE.

Oiticica e o samba

A ligação de Hélio Oiticica com o samba como linguagem remonta a 1964, quando o artista passou a incorporar à Estação Primeira de Mangueira elementos corporais e sensoriais, populares e vernaculares, através do movimento, da dança, da coreografia, da música, do ritmo e do corpo. Foi nesse contexto que Oiticica criou os Parangolés, obras que ele próprio definia como “antiobras de arte”, feitas de materiais reciclados, tecidos e papéis, que só existem enquanto obra quando experienciadas, vestidas, dançadas. Para o artista é o corpo em movimento que transforma o material em arte.

Foto: Bruno Bou