Evento é inspirado no movimento “Fridays For Future” (Sextas Pelo Futuro), idealizado pela ativista sueca Greta Thumberg

O assustador aumento das queimadas na Floresta Amazônica nos últimos meses levou milhares de manifestantes às ruas de todo o país no dia 23 de agosto e no dia 7 de setembro. A defesa da floresta caminhou lado a lado de pautas como a valorização da universidade e da educação, mostrando a amplitude da luta estudantil. Na próxima sexta-feira (20), a mobilização continua, desta vez na Greve Mundial Pelo Clima.

Os atos têm inspiração no chamado ‘’Fridays for Future Brasil’’, movimento inspirado no ativismo da jovem sueca Greta Thunberg e conta com integrantes em todas as regiões do país.

‘’ O próximo dia 20/9 ficará marcado como o momento na história em que mais pessoas ao redor do mundo foram às ruas exigindo ações concretas para enfrentar o aquecimento global e a destruição planetária. Vamos mostrar a esse desgoverno de Bolsonaro e Ricardo Salles (ministro do meio-ambiente) que tem muita gente preocupada com o futuro de nosso planeta. Será uma grande mobilização’’, falou a diretora de meio-ambiente da UNE Deborah Castro.

Relatório da Human Rights Watch divulgado nesta terça-feira (17) afirma que as decisões tomadas até agora pelo governo Jair Bolsonaro enfraquecendo as políticas ambientais, e as declarações do presidente contrárias ao meio ambiente, têm deixado os defensores da floresta amazônica ainda mais vulneráveis.

“O enfraquecimento da proteção ambiental sob Bolsonaro –e o aumento dos riscos para os defensores da floresta– tornará mais improvável que o Brasil reverta a tendência atual de aumento do desmatamento”, diz o relatório, apontando que o Brasil se comprometeu, no Acordo de Paris, a reduzir o desmatamento a zero até 2030 e sua emissão de gases do efeito estufa em 43%, na comparação com 2005.

Mobilização nas universidades

Bruno Santos Silva, estudante de Gestão Ambiental na Universidade de São Paulo (USP) conta que a mobilização em seu curso começou a partir do encontro com representantes da Coalizão Pelo Clima em um ato pela educação na Avenida Paulista.

‘’A partir daí participamos de reuniões e levamos a mobilização para a universidade’’, disse.

Para ele, estamos vivendo um momento muito crítico no que diz respeito ao meio-ambiente e sua preservação.

‘’O meio-ambiente tem sido uma pauta cada vez mais decisiva não só no debate econômico, mas no debate político como um todo e os estudantes de meio-ambiente tem que se colocar diante disso cada vez mais de forma crítica e incisiva, se posicionando contra esse cenário catastrófico’’, falou.

Em entrevista ao portal Rede Brasil Atual, a bióloga Marcela Batista Durante, coordenadora da Rede Emancipa de cursinhos populares e integrante Coalizão pelo Clima, destacou que a situação no Brasil atualmente é “muito preocupante”, por conta das queimadas que destroem biomas como a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado. “Aqui, no Brasil, por termos grandes biomas, uma diversidade que é única em todo o mundo, cabe a nós organizar um movimento que dê uma resposta à altura para todos os ataques que a gente está sofrendo”.

Confira a lista de atos pelo Brasil:

Missão Chico Mendes

As entidades estudantis UNE, UBES, ANPG estão unindo forças com as universidades, institutos federais, institutos de pesquisas da região Norte do Brasil e organizações não governamentais para contribuir na defesa da Amazônia e da soberania brasileira.

Para isso foi lançada a “Missão Chico Mendes”, brigadas de prestação de serviços sociais que tem como objetivo usar o conhecimento produzido nas instituições de ensino para diminuição dos impactos dos incêndios na Amazônia.

APOIE 

A Missão Chico Mendes não visa qualquer fim lucrativo. Todo recurso arrecadado será revertido para a logística, acomodação e alimentação do voluntariado e estrutura para realização das atividades. A arrecadação e a prestação de contas serão públicas. Doações podem ser feitas pela conta:

Associação Nacional de Pós Graduandos
CNPJ: 30.117.154/0001-29
Banco do Brasil
Ag. 70670
Cc. 6739-3