Durante a cerimônia, UNE convoca 1º de agosto como Dia Nacional da Soberania Brasileira e pela taxação dos super-ricos

A primeira atividade deste segundo dia (17/7) do 60º Conune, a maior instância da entidade e o maior encontro da juventude organizada em toda a América Latina, começou cheia de emoção na Universidade Federal de Goiás.

O ato se iniciou com um minuto de aplausos pelos três estudantes mortos no acidente na estrada a caminho do evento: Ana Letícia, Welferson e Leandro. “Aos que tiveram seus sonhos interrompidos, nenhum minuto de silêncio, mas uma vida de luta”, disse a presidenta da UNE, Manuella Mirella.

Foto: @brunnomartins

Reivindicações por educação pública e soberania nacional

Os estudantes entregaram uma carta de reivindicações ao presidente Lula, em que pedem educação pública fora do arcabouço fiscal, orçamento fixo para as universidades federais, avanço na regulamentação do PNAES, criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (INSAES) para pôr fim ao capital estrangeiro na educação, um plano emergencial para as licenciaturas, entre outras pautas.

LEIA A CARTA AQUI.

“Não se ergue um futuro impondo limites ao coração da educação”, ressaltou Manu.

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O ministro da Educação, Camilo Santana, respondeu prometendo uma solução para evitar que as instituições de ensino passem por instabilidades recorrentes por falta de recursos.

“O orçamento das universidades foi recomposto por determinação do presidente. Ainda não é suficiente, por isso estamos trabalhando com a DIF, o PONIF e parlamentares para apresentar um projeto de lei que garanta sustentabilidade orçamentária para universidades e institutos federais”, afirmou o ministro.

Manu terminou sua fala convocando a mobilização em 1º de agosto como Dia Nacional da Soberania Brasileira e pela taxação dos super-ricos. “Presidente, pode contar com os estudantes nas ruas para defender o Brasil com ‘s’ de soberania”, afirmou.

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Lula reafirma compromisso com a educação e critica ingerência estrangeira

Lula destacou o papel da UNE nas conquistas da educação brasileira e afirmou que ser o presidente que mais construiu universidades na história é um dos seus legados mais importantes.

“Tenho muito orgulho de que, em cada lugar que eu vou, a coisa que as pessoas mais me agradecem é pai e mãe dizendo: ‘Obrigado, presidente, por meu filho ter feito universidade’.”

Ele também pediu ajuda da UNE para que a juventude vá às periferias ajudar a politizar a sociedade brasileira um pouco mais, para que as pessoas não sejam enganadas por mentirosos.

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Sobre a tentativa de chantagem do presidente Trump à nação, Lula afirmou que não aceita que ninguém de fora do Brasil se meta em nossos assuntos internos. “Não é um gringo que vai dar ordem a este presidente da República.” E continuou: “Nós vamos responder da forma mais civilizada possível, como um democrata responde.”

O presidente disse ainda que o governo vai julgar e cobrar impostos das empresas americanas digitais. “Nós não aceitamos que, em nome da liberdade de expressão, se utilize [as plataformas] para fazer agressões, espalhar mentiras, estimular violência contra crianças, disseminar ódio entre as crianças, violência contra mulheres, negros, LGBTQIA+. Aqui, a gente não vai permitir, porque o dono do Brasil é o povo brasileiro”, explicou.

Durante a cerimônia ele sancionou recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a Assistência Estudantil. LEIA MAIS AQUI. 

Participaram do ato também os ministros, Márcio Macedo, Secretaria Geral da Presidência; Margareth Menezes, da Cultura; Luciana Santos, da C&T; Rui Costa, da Casa Civil; Alexandre Padilha, da Saúde; e a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), entre outros parlamentares.

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*Por Cristiane Tada