Projeto de lei que prevê pena de homicídio para aborto após 22 semanas de gestação foi destaque no último mês
Nesta quarta-feira (10/7) a partir das 19h as mulheres estudantes estarão reunidas para discutir o Projeto de Lei 1904/24 que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, inclusive no casos de gravidez resultante de estupro. >Acompanhe aqui.
Destaque no último mês nos noticiários, o projeto em análise na Câmara dos Deputados apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e outros deputados foi retirado da pauta após repercussão negativa a partir da mobilização de movimentos de mulheres e entidades dos movimentos sociais.
O objetivo da Plenária é reunir representações de mulheres de entidades gerais de de base, DCEs, CAs, UEEs de todo o país, afirma Estefane, da Diretoria de Mulheres da UNE. “As entidades que não tiverem diretoria de mulheres, podem indicar uma mulher representante para participar. A ideia é a gente debater assuntos essenciais para as nossas vidas enquanto mulheres. Para que conseguimos discutir sobre a autonomia dos nossos corpos e a descriminalização do aborto. Queremos que a partir dessa plenária, conseguir tirar indicativos de atividades e mobilização nas universidades para aprofundar em todo o Brasil essa pauta”.
Para a Larissa Vulcão, também diretora de Mulheres da UNE, é um momento muito importante e necessário para a luta das mulheres, e os estudantes que sempre estiveram à frente de lutas que ditam o futuro da sociedade precisam ser organizar para barrar esse projeto.
“Esse PL vem retirar nosso direito, mas não só isso, ele vem mostrar o que essa bancada evangélica quer para a nossa vida, das mulheres periféricas e pretas. Somos a maior parte das pessoas que sofrem violência, estamos na linha de frente de diversas desigualdades e agora eles dizem para a gente que ao mesmo tempo que somos abusadas, nós somos obrigadas a carregar o fruto desse abuso”, destaca.