Durante a pandemia os estudantes de universidades privadas tem denunciado uma desculpa oficial para a precarização do ensino, principalmente nos grandes conglomerados de ensino.

A coordenadora geral do DCE da FMU, Victoria Matos é estudante de enfermagem na capital paulista. Ela conta que a sala dela antes da pandemia tinha 45, 50 estudantes. Hoje ela está com 180.

Print de estudantes com a quantidade de alunos

“Temos denúncias de estudantes que procuraram o DCE e dizem que a sala está chegando a 400 alunos. É muito uma lógica mercantil de ensino que trata a educação como mercadoria e visa apenas o lucro e não a qualidade do nosso ensino. Com a superlotação o professor não consegue auxiliar nenhum estudante individualmente, tirar as dúvidas, fazer um acompanhamento”, destaca.

Print que denuncia mais de 400 participantes

Os estudantes acreditam que o caso se agravou devido a uma série de demissões de professores durante a pandemia. “Inclusive tem curso que está tendo aula com um monitor, que não é professor formado ainda, um estudante do último ano que está fazendo tipo um estágio”, ressalta.

De acordo com Victoria o DCE tentou um diálogo com a direção várias vezes e mesmo assim a FMU se posicionou contra a redução das mensalidades, contra a redução do valor da rematrícula mesmo com a quantidade altíssima de evasão e com a economia que tem feito de estrutura, limpeza e energia nos prédios. “ Muita gente saiu da universidade porque não conseguia se manter pagando mensalidade ou porque não consegue acompanhar as aulas online”.

Ato unificado em frente a FMU onde o problema é mais grave

Os estudantes chegaram a se manifestar em no último dia 23 de Setembro em frente da instituição contra as demissões em massa e salas de aulas superlotadas, pela redução das mensalidades. Participaram ainda estudantes da Unip e Unicsul. Apesar nas inúmeras reclamações os estudantes ainda não tiveram nenhum tipo de retorno pela FMU.

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