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Estudantes de todo país curtem abertura da 11ª Bienal da UNE

07/02/2019 às 11:31, por Nilton Lopes.


CUCA da UNE

Na abertura da Bienal, os estudantes, que viajaram por dias nas estradas brasileiras,relatam as suas expectativas para o encontro e contam sobre a experiência de ouvir o homenageado do encontro, o cantor e compositor, Gilberto Gil

“Nesse momento que o conservadorismo e o reacionarismo, se manifestam de uma forma muito forte, todo Brasil se volta para o lugar que o espírito respira. Essa é a Bahia”, disse o cantor e poeta Gilberto Gil na abertura da 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes, na noite dessa quarta-feira (06/02), no Teatro Castro Alves, em Salvador. Os estudantes parecem ter sentido esse chamado e vieram de toda parte do Brasil, com diversidade e expectativa de momentos inesquecíveis durante o evento que segue até o domingo (10/02).

É o caso de Kamila Martins, que veio de Curitiba (PR) pra participar da Bienal. “Vim com um grupo apresentar uma peça de teatro e já está sendo mais legal do que eu estava esperando. Só de ver Gil já valeu a pena estar aqui”, conta Kamila que demorou 3 dias para chegar até a capital baiana. O cantor e compositor baiano também foi um dos motivos que fizeram Gabriela Pereira sair de Teofilo Otoni, em Minas Gerais, pra vir à Bienal. “Há 6 anos, ainda na faculdade, eu me apaixonei por Gil. A experiência e a leveza dele faz a gente aprender a se concentrar na luta”, disse Gabriela que já tinha participado do Encontro Nacional da UNE, em Goiânia.

 

Ainda eufóricos, os recifenses Marília Bertulino, pós graduada em docência do ensino superior, e Welleson Araújo, estudante de psicologia, estavam animados para a programação da Bienal. “Sair daqui com uma fala dessa de Gil vai ser importante para aproveitarmos todo o encontro com muita paz e leveza que ele transmite”, acredita Marília. “Gilberto Gil é uma voz encorajadora. Tem uma força política e sentimental. Começamos a Bienal com um acalanto”, falou Welleson.

Gente da casa também tem boas expectativas para a Bienal. Gilson Santana, estudante de música na Universidade Federal da Bahia, não deixou passar a oportunidade de ver o ídolo. “Como graduando em regência, ver Gil falar é um presente. Ele é impressionante e a música que faz é simples e complexa ao mesmo tempo”, diz Gilson que entendeu a dimensão da Bienal da UNE quando viu nas redes sociais a mobilização da caravana do Brasil inteiro. “Pensei: com toda essa programação e com toda essa gente vindo conversar e pensar caminhos para a luta juntos, eu que moro em Salvador não posso ficar de fora”, contou Gilson.

Carona solidária

E foram muitas as formas como os estudantes chegaram em Salvador para acompanhar a Bienal. Quatro amigos pegaram carona para chegar na cidade. Elizabeth Silveira e Felipe Cardoso, saíram do Rio Grande do Sul e encontraram os amigos Olívia Rodrigues e João Vitor no Rio de Janeiro vindo para a capital baiana. “Pegamos um ônibus com o ID Jovem (programa do governo federal que garante viagens de jovens de baixa renda) até Santos, depois seguimos de carona para São Paulo, pro Rio de Janeiro, pra Nitrerói e de lá viemos juntos pra Bahia”, relata Elizabeth, que estuda licenciatura em teatro na Universidade Federal de Pelotas. “Antes de virmos pra Bienal, recebemos nossos amigos na ocupação Casa do Estudante Fluminense em Niterói, onde eu moro e estamos ocupando há um ano”, conta João Vitor, que estuda produção cultural e trouxe a experiência da ocupação para o evento.

Além de ser a primeira bienal dos quatro estudantes caroneiros, também é a primeira vez que vem à capital baiana e estão com grande expectativa para aproveitar o evento e a cidade. “Estamos muito empolgados para conhecer as pessoas, participar de várias atividades da programação e, claro, também curtir os shows das bandas que a gente gosta como o Baiana System e o Djonga”, diz o brasiliense Felipe Cardoso.

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